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Décourt (2008) discutiu a curva carga-recalque de estacas escavadas e fundações diretas atestando que elas não apresentam a ruptura nítida descrita na NBR6122 e a curva de Rigidez delas tende a uma “assíntota sub-horizontal” sem definição da ruptura. Já Massad (2008) analisou matematicamente a curva de Rigidez, à luz de diversos modelos matemáticos de transferência de carga de estacas, e estabeleceu as equações do comportamento de estacas escavadas, atribuindo um significado físico para os coeficientes dessas equações. A partir dessas equações Amann (2012) propôs uma análise gráfica e uma nova equação de curva carga-recalque para estacas escavadas, sugerindo que, com algumas adaptações, a mesma poderia ser aplicada a fundações diretas. Neste artigo demonstra-se a aplicabilidade desta equação a provas de carga de tubulões, sapatas e ensaios de placa. A equação proposta ajusta-se bem aos pontos de ensaio de fundações diretas, representando bem a ruptura do tipo “local”, com a vantagem de ser uma função matemática contínua que permite a interpretação física dos seus coeficientes, o que não ocorre com as funções usuais do tipo exponenciais ou hiperbólicas. Nessa linha, uma comparação com o coeficiente de Winkler é desenvolvida e demonstrada.
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