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Resumo

Introdução: O fisioterapeuta possui papel essencial na avaliação e tratamento das disfunções musculoesqueléticas presentes em pacientes migranosas¹. Uma delas é o pior desempenho da musculatura flexora profunda do pescoço², avaliada pelo Craniocervical Flexion Test (CCFT). Os clínicos precisam utilizar ferramentas confiáveis para evitar resultados imprecisos ou tendenciosos e com capacidade de discriminar entre diferentes condições³. Objetivos: Determinar a validade discriminativa do CCFT em pacientes migranosas estratificadas pelo relato de dor no pescoço, incapacidade relacionada à cefaleia e incapacidade cervical. Métodos: Foram avaliadas 50 mulheres sem dor de cabeça e 102 mulheres com migrânea diagnosticadas segundo a Classificação Internacional de Cefaleias. Os pacientes com migrânea responderam aos questionários Migraine Disability Assessment (MIDAS) e Neck Disability Index (NDI) e foram separadas nos grupos com e sem incapacidade relacionada à migrânea e com e sem incapacidade relacionada à dor no pescoço. Todas as voluntárias realizaram o CCFT. A validade discriminativa foi verificada por comparação de grupos, analisada pelo Mann-Whitney’s U test. Resultados: O grupo controle apresentou maior mediana (28 mmHg) em relação ao grupo migrânea (26 mmHg) e migrânea com dor no pescoço (26 mmHg). O CCFT apresentou validade discriminativa entre os grupos apenas ao comparar o grupo controle com os grupos migrânea (P = 0,01) e migrânea com dor no pescoço (P = 0,01). Não houve diferenças entre a mediana do CCFT em pacientes com migrânea com ou sem incapacidade relacionada à migrânea (verificado pelo MIDAS) e com ou sem incapacidade relacionada à dor no pescoço (verificado pelo NDI). Conclusão: O CCFT apresenta validade discriminativa para identificar a alteração do desempenho da musculatura flexora profunda de pacientes migranosas com e sem dor no pescoço quando comparados a indivíduos controles. Segundo a estratificação pela incapacidade relacionada à migrânea e a dor no pescoço, o CCFT não é capaz de realizar a discriminação da disfunção nesses subgrupos.

Instituições
  • 1 Universidade de São Paulo
  • 2 Universidad Rey Juan Carlos
Eixo Temático
  • 06. Fisioterapia Neurofuncional
Palavras-chave
DOR DE CABEÇA
MIGRÂNEA
CLÍNICOS