Qualidade de vida e sintomas persistentes em pacientes com síndrome pós-Covid-19 no período de um ano

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Resumo

Introdução: A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-COV-2, pode se manifestar por meio de casos assintomáticos a graves, podendo levar a acometimentos sistêmicos severos. Além das manifestações durante a infecção ativa, pacientes mostraram persistirem os sintomas após a fase aguda da doença. Esse fenômeno é definido como “Covid longo” ou “Síndrome pós-Covid-19”. Dentre os sintomas persistentes incluem-se mentais e físicos, alguns deles são: dispneia, fadiga, dores nas articulações, perda do paladar e olfato e ansiedade. Essas sequelas prejudicam a qualidade de vida, interferindo diretamente no dia a dia e bem-estar do indivíduo, modificando a relação e percepção sobre sua posição em contextos sociais e culturais. Objetivo: Analisar a qualidade de vida e sintomas persistentes em pacientes internados com Covid-19 com segmento de um ano, buscando entender como o diagnóstico e sequelas afetam o indivíduo. Método: Estudo com dois modelos metodológicos, no primeiro momento observacional, transversal e retrospectivo, através da análise de prontuários de pacientes internados no Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria com diagnóstico de Covid-19, depois seguiu por meio de contato telefônico no período de um ano pós alta hospitalar. Para avaliar a influência da doença na qualidade de vida dos indivíduos foi usado o questionário WHOQOL-bref. Também foram coletadas informações gerais sobre características da internação e sintomas e persistência dos sintomas pós-covid-19. Resultados: Foram analisados 103 respondentes, 65% tiveram comprometimento pulmonar, 52% foram internados em enfermaria. Trinta e nove por cento foram internados na UTI e a maioria (53%) foi intubada. Dentre os sintomas apresentados, os mais frequentes foram fraqueza muscular (74.8%), dispneia (61.2%), perda do paladar (48.5%), perda do olfato (45.6%), dessaturação (35.9%) e dependência de oxigênio (11.7%). No âmbito da qualidade de vida, o domínio com o menor escore médio/mediano foi o ambiental (~15%), que abrange os fatores relacionados à qualidade e ao acesso a aspectos que afetam o dia a dia dos respondentes. O restante dos domínios apresentou escores médios/medianos acima de 60%. Conclusão: Mais da metade dos indivíduos respondentes evoluíram com sintomas persistentes, como, fraqueza muscular e dispneia na maioria dos indivíduos. Esses fatores afetaram a qualidade de vida principalmente no domínio ambiental, dificultando o retorno às atividades laborais e atividades de lazer.

Instituições
  • 1 Pontificia Universidade Católica de São Paulo
Eixo Temático
  • 02. Fisioterapia Respiratória
Palavras-chave
Sequelas
COVID-19
Qualidade de vida