Qual valência física é compatível com exercício de apertamento central com Hiperbolóide? Estudo eletromiográfico preliminar dos músculos mastigatórios em portadoras de DTM

- 147259
Pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Introdução: O exercício é tido como ferramenta no tratamento de desordens temporomandibulares (DTM). O Hiperbolóide, de silicone e forma hiperbólica tem sido usado como ferramenta para manejo da DTM, mas não há referência se a média de atividade eletromiográfica alcança o mínimo necessário para atingir os níveis de treinamento de resistência muscular à fadiga (RMF) ou mesmo de força.
Objetivo: Avaliar a valência física mais compatível em exercícios com Hiperbolóide.
Métodos: Doze portadoras de DTM, devidamente diagnosticadas pelo RDC/TMD-Brasil realizaram 3 séries de 10 repetições com o hiperboloide posicionado entre os dentes incisivos centrais superiores e inferiores, na linha mediana, para o apertamento dentário. A eletromiografia de superfície nos músculos temporais e masseteres captou a excitação muscular concomitantemente (Miotec, Porto Alegre, RS, Brasil). Os picos eletromiográficos, a média de contração (normalizados pela contração voluntária máxima em apertamento) e a frequência mediana (no início e no final de cada série) foram extraídas para análise. ANOVA fatorial de medidas repetidas com post hoc de Bonferroni analisou diferenças entre lados e séries. Toda a análise dos dados foi realizada no software JAMOVI (v. 1.6.15.0, The JAMOVI Project, 2022), com nível de significância estabelecido em 5%. Aprovação do CEP/UFJF: 68457617.6.0000.5147.
Resultados: Considerando os temporais e masseteres, na variável ‘picos de excitação’ não foram detectadas diferenças significativas. Entretanto, a média eletromiográfica variou entre a primeira e última série nos temporais (F = 5,34; p = 0,008; pbonferroni = 0,009), e com diminuição progressiva da atividade para masseteres (F = 6,28, p = 0,004; S1 vs. S2: pbonferroni = 0,02; S1 vs. S3: pbonferroni = 0,007). A análise da frequência mediana demonstrou ausência de fadiga eletromiográfica ao longo do exercício (Temporais: F = 0,26; p = 0,92; Masseteres: F = 0,72, p= 0,60). Para os temporais, os níveis de excitação variaram de 14 a 18,6% da máxima, aquém dos níveis compatíveis com força ou RMF. Já para os masseteres, a variação ocorreu dentro da faixa da RMF (29-49% da máxima).
Conclusão: Os resultados sugerem que o exercício de apertamento central mediado pelo hiperboloide nos moldes propostos não predispõe à fadiga eletromiográfica e gera excitação muscular compatível com RMF nos masseteres.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Juiz de Fora
Eixo Temático
  • 04. Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Palavras-chave
Biomecânica
transtorno da ATM
Eletromiografia