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Introdução: Mulheres que referem dor pélvica crônica (DPC) apresentam mais disfunções sexuais que a população de mulheres em geral, sendo de extrema relevância investigar a função sexual nesta população. Ademais, não se sabe a relação da catastrofização e das características da dor com a função sexual de mulheres com DPC. Objetivos: Comparar a função sexual de mulheres com DPC considerando a severidade e a catastrofização da dor. Secundariamente, verificar a presença de dispareunia e caracterizar seus tipos, subtipos e grau de severidade. Métodos: Estudo observacional analítico de caráter transversal, em mulheres com DPC entre 18 e 45 anos. Foram coletados dados sociodemográficos, medidas antropométricas, número de gestações, prática de exercício físico, características da dor e da dispareunia. Foram aplicados: escala numérica da dor (END), considerando a severidade, escala de catastrofização da dor (PCS) e índice de função sexual feminino (FSFI). Para as análises comparativas foi utilizado o teste T de Student (nível de significância de 5%). Foi utilizado o software SPSS, versão 20.0. Esta pesquisa fez parte de um estudo maior intitulado: Fatores associados à funcionalidade de mulheres com dor pélvica crônica, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Resultados: A amostra foi composta por 70 mulheres com DPC. Elas apresentaram baixos escores na avaliação da função sexual (19,38 ± 6,23), independentemente da severidade da dor (p > 0,05). Aquelas que apresentaram catastrofização da dor, possivelmente possuem uma maior alteração na função sexual. Mulheres com tais pensamentos apresentam piores escores relacionados à lubrificação (p = 0,02) e à função sexual (p = 0,05). 58,5% relataram dispareunia, sendo a dispareunia profunda a mais presente, de intensidade moderada, secundária ao início da vida sexual e generalizada. Conclusão: Mulheres com DPC apresentam alteração na função sexual independente da severidade da dor; e, aquelas que catastrofizam a dor, apresentam alteração da lubrificação e possivelmente pior função sexual. A dispareunia mais frequente é a profunda, secundária e generalizada. Reforçamos a necessidade de uma abordagem multiprofissional e integral a essas mulheres, evitando o enfoque apenas na dor referida.
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