Efeitos de programas de reabilitação na Atividade e Participação de pessoas com Doenças neuromusculares: uma revisão sistemática

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Resumo

Pessoas com Doenças neuromusculares (DNM) costumam ter como metas da reabilitação atividades funcionais, como transferência e mobilidade, e não exatamente metas relacionadas com estruturas e funções corporais (Jerath et al., 2019). Objetivo: Identificar se os programas de reabilitação são capazes de modificar a Atividade e Participação de pessoas com DNM. Metodologia: Foi realizada a busca nas bases de dados eletrônicas EMBASE, BVS/Lilacs, PEDro, CINAHL/EBSCO e MEDLINE, incluindo Ensaios Clínicos Randomizados (RCTs) com pessoas com DNM, sendo considerados os estudos que tiveram algum de seus desfechos relacionadas com Atividade e Participação no contexto da Classificação Internacional da Funcionalidade. Os critérios de inclusão foram RCTs onde foi investigada qualquer estratégia de reabilitação, programa ou terapia de exercícios para pessoas com DNM de qualquer idade, sendo as intervenções de qualquer área, sem restrição de data ou idioma de publicação. Foram excluídos estudos de terapias farmacológicas. A revisão sistemática seguiu o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA) (Page et al., 2021) e a qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela escala PEDro. Os resultados foram sintetizados por domínios da Atividade e Participação e com base nos Core Sets para DNM definidos previamente por Bos et al. (2003). Resultados: Dos 1726 estudos identificados, 10 foram incluídos nesta revisão, publicados entre os anos de 1995 a 2019 com qualidade metodológica entre regular e boa. A população foi de indivíduos adultos e a principal condição estudada, dentre as DNM, foi a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O exercício aeróbio em cicloergômetro de intensidade leve a moderada foi a intervenção mais estudada e a duração das intervenções propostas variou de 04 a 24 semanas. A mobilidade foi avaliada em todos os 10 artigos, seguida dos desfechos comunicação, autocuidado e participação social. Conclusão: Os programas de reabilitação identificados parecem modificar a mobilidade de pessoas com DNM, porém existe variabilidade e baixo número amostral nos estudos incluídos. Nas condições específicas, a terapia aquática melhora a mobilidade de pessoas com neuropatias periféricas e a terapia comportamental associada ao exercício aeróbio melhora a mobilidade e participação social de pessoas com Distrofia Miotônica tipo I.

Instituições
  • 1 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Eixo Temático
  • 06. Fisioterapia Neurofuncional
Palavras-chave
Atividades Cotidianas
Participação Social
reabilitação