Desempenho em testes funcionais e de campo, cinesiofobia e função do joelho em atletas de futebol psicologicamente aptos e não aptos para retornar ao esporte

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Resumo

Introdução: A inclusão de testes que imponham demandas de tomada de decisão reativa e mudança de direção é necessária para avaliação de atletas de futebol após liberação para prática esportiva devido à reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Objetivo: Comparar o desempenho em testes de campo e testes funcionais, cinesiofobia e função do joelho em atletas de futebol psicologicamente prontos e não prontos para retornar ao treinamento ou competição após a reconstrução do LCA. Métodos: Trinta e cinco jogadores de futebol do sexo masculino que foram submetidos à reconstrução primária do LCA foram divididos em grupos Apto (≥ 60) e Não-Apto (<60) com base na pontuação do questionário Anterior Cruciate Ligament - Return to Sport After Injury (ACL-RSI). O teste de mudança de direção modificado de Illinois (MICODT) e o teste de agilidade reativa (RAT) foram aplicados para impor mudanças de direção e demandas reativas de tomada de decisão. Além disso, o ângulo de projeção do joelho no plano frontal (APJPF) durante um agachamento unipodal, Crossover Hop For Distance (CHD), cinesiofobia pela versão versão curta do Tampa Scale for Kinesiophobia (TSK-11) e a função do joelho pelo International Knee Documentation Committee (IKDC) foram avaliados. Testes t pareados foram usados ​​para comparações de grupos. Resultados: O grupo psicologicamente Não-Apto teve pior desempenho nos testes MICODT (tamanho do efeito (ES)= -1,2; p<0,001) e RAT (ES=-1,1; p=0,004) e maior APJPF (ES=1,5; p <0,001). Além disso, apresentaram menor IKDC (ES=3,1; p<0,001) e maior TSK-11 (ES=-3,3; p<0,001). Conclusões: Atletas que se perceberam psicologicamente não aptos para a prática esportiva no momento da liberação médica apresentaram pior desempenho em testes que impõem demandas específicas do futebol sobre a articulação do joelho e pior alinhamento dinâmico do joelho durante o agachamento. Como esperado, esses indivíduos também apresentaram pior função do joelho e maior medo de movimento/relesão relacionado à dor.

Instituições
  • 1 Discente de Graduação em Fisioterapia da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
  • 2 Amsterdam Collaboration on Health & Safety in Sports, Department of Public and Occupational Health, Amsterdam Movement Sciences, Amsterdam UMC, University Medical Centres – Vrije Universiteit Amsterdam, Amsterdam, the Netherlands.
  • 3 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
  • 4 Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação e Centro de Treinamento Esportivo da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Eixo Temático
  • 05. Fisioterapia Esportiva
Palavras-chave
Esporte
futebol
Prontidão psicológica