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Introdução: No Brasil, o câncer infantojuvenil representa uma média de 3% de todos os tumores malignos. De acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), a força muscular está presente nos domínios de estrutura e função corporal e sua mensuração máxima pode predizer a capacidade de um sujeito. O termo funcionalidade, abrange todas as estruturas e funções corporais, atividades e participação. Objetivo: Mensurar e comparar a correlação entre a força muscular dos membros inferiores e superiores com o desempenho das atividades entre crianças, adolescentes e jovens com e sem diagnóstico de câncer. Métodos: Participaram 45 crianças e adolescentes, 5 a 21 anos, 15 com diagnóstico de câncer, em acompanhamento ambulatorial assistidos pela instituição local e 30 com boa saúde aparente (2:1) pareados de acordo com sexo e idade. Trata-se de um estudo transversal, aprovado pelo comitê de ética (28699920.2.0000.5147). Para mensurar a força muscular, foi utilizado dinamômetro portátil manual e foi avaliado a força dos flexores e extensores de joelho e preensão palmar. Para mensurar o desempenho das atividades foi realizado os testes: Sentar e Levantar – 5 vezes (SL) e Timed Up Go (TUG). Foi realizado o teste de Komolgorov-Smirnov para análise de normalidade da amostra. O teste t de Student para amostras independentes, foi utilizado para determinar as diferenças no desempenho das atividades (SL e TUG) e da força muscular isométrica entre os grupos. O coeficiente de correlação de Pearson, foi utilizado para analisar a correlação entre as variáveis no grupo câncer. Resultados: Em relação a força muscular nos MMSS e MMII, não houve associação e nem diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Observou-se diferenças significativas em relação ao desempenho dos testes de atividades entre os grupos (grupo câncer: SL = 9,23±3,09 e TUG = 6,35±0,87; grupo controle: SL = 5,16±0,86 e TUG = 4,89±0,50). Foi observado associação fraca entre o desempenho das atividades com a força muscular no grupo câncer. Conclusão: O grupo câncer apresentou baixo desempenho das atividades, consideradas essenciais para o dia-a-dia, comparado com o grupo controle e essas variáveis não estão associadas com a fraqueza muscular.
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