Conhecimento e preferência de profissionais de saúde e pacientes sobre escalas de dor para medir a intensidade da dor: um estudo transversal.

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Resumo

Introdução: A utilização de escalas para medir a intensidade da dor, como Escala Facial de Dor–Revisada (FPS-R), Escala de Avaliação Verbal (VRS), Escala de Avaliação Numérica (NRS) e Escala Visual Analógica (VAS), são comuns na prática clínica.

Objetivo: Avaliar o conhecimento e a preferência dos profissionais de saúde (PSs) e dos pacientes em relação às escalas usadas para medir a intensidade da dor.
Métodos: Este estudo do tipo transversal foi composto por PSs e pacientes com dor musculoesquelética. Os PSs foram recrutados através de redes sociais e convidados a responder um questionário online com informações sociodemográficas, profissionais, conhecimento e preferência de escalas para medir a intensidade da dor. A entrevista dos pacientes ocorreu presencialmente ou por videochamada. Foram apresentados a FPS-R, VRS, NRS e VAS e perguntado o conhecimento de cada uma. Em seguida, cada escala foi explicada e os pacientes responderam sua preferência. Foi realizada a análise descritiva dos dados e o teste Qui-quadrado ajustado (hipotetizando proporções iguais) para comparar as taxas de preferência das escalas.

Resultados: Participaram 296 PSs (média de idade=35 +/- 7,9 anos); experiência média=11 +/- 7,6 anos) e 94 pacientes com dor musculoesquelética (duração média da dor=81 +/- 121 meses; intensidade média da dor=5,5/10 +/- 2,5). Dos PSs que relataram conhecer escalas de dor (n=284; 96%), 86 (29%) não souberam diferencia-las. A NRS foi a escala mais utilizada (54%) e preferida (52%) seguida da VAS (uso=34%, preferência=38%). Os PSs (38%) acreditam que a escala NRS seja preferida pelos pacientes. Em relação ao conhecimento dos pacientes sobre as escalas de dor, 85% relataram não conhecer a FPS-R, 83% a VAS, 80% a VRS e 66% a NRS. Os pacientes (66%) não foram orientados e relataram não conhecer as escalas e seu objetivo. Depois de explicados, os pacientes relataram sua preferência da seguinte forma: FPS-R (46%), NRS (24%), (22%) VRS e VAS (7%). O teste Qui-quadrado indicou uma diferença estatisticamente significativa nas preferências de escala para a amostra (Qui-quadrado(3)=28, p<0,001).

Conclusão: Há uma incongruência entre a escala de dor mais utilizada e preferida pelos PSs e a preferida pelos pacientes. O FPS-R deve ser considerado a primeira escolha para avaliar a intensidade da dor em amostras com características semelhantes.

Instituições
  • 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
  • 2 Universidade Federal de São Carlos
  • 3 Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam)
Eixo Temático
  • 04. Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Palavras-chave
Dor musculoesquelética;
Escalas de dor;
Profissionais de Saúde