Comparação da qualidade de vida e da funcionalidade de mulheres submetidas à mastectomia ou mastectomia com reconstrução mamária imediata: estudo multicêntrico.

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Oral
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Resumo

Introdução: cirurgias para câncer de mama vêm sendo aprimoradas tornando-se menos radicais e considerando o impacto psicológico após a ressecção, além de permitir à mulher a opção da reconstrução mamária. Objetivo: comparar qualidade de vida e funcionalidade de mulheres com câncer de mama submetidas à mastectomia ou mastectomia com reconstrução mamária imediata. Método: estudo de corte transversal, multicêntrico, com 62 mulheres acompanhadas na Unifesp e Unicamp. A pesquisa foi aprovada pelos respectivos Comitês de Ética. Trinta e seis delas compuseram o grupo mastectomia (GM) e 27 o grupo reconstrução imediata (GRI). Todas realizaram avaliação fisioterapêutica e responderam aos questionários BREAST-Q para qualidade de vida (domínios satisfação com a mama, bem-estar físico, psicossocial e sexual); e Quick DASH para funcionalidade. Dados sociodemográficos e clínicos, avaliação fisioterapêutica e respostas dos questionários foram coletados num único encontro, entre o 4º e o 6º mês de pós-operatório. Variáveis numéricas foram descritas pela média e desvio-padrão; categóricas, pela frequência absoluta e relativa. Para comparar os grupos em relação às variáveis numéricas aplicou-se o teste t de Student para amostras independentes e para as categóricas, o teste Qui-quadrado ou exato de Fisher. Considerou-se nível de significância de 0,05. Resultados: idade média das mulheres do GM foi 53,09 (±14,56) e do GRI foi 47,33 (± 9,38). Dissecção axilar foi realizada na maioria das voluntárias do GM; biópsia do linfonodo sentinela na maioria do GRI. Quimioterapia adjuvante foi realizada na maioria das mulheres de ambos os grupos, e radioterapia, na maioria daquelas do GM. Para qualidade de vida, o domínio satisfação com a mama foi significativamente maior no GRI (p=0,039), e para os demais não houve diferença (bem-estar psicossocial p=0,186; sexual p=0,136; e físico p=0,365). Também não foi observado diferença para funcionalidade (p= 0,853). Na amostra total observou-se que pior funcionalidade esteve associada ao aumento da dor, queixa de sensação de peso em membro superior ou tronco, deiscência cicatricial e antecedentes de disfunção de ombro. Sensação de peso em membro superior associou-se à pior satisfação com a mama, bem-estar psicossocial, sexual e físico. Conclusão: mulheres submetidas à reconstrução mamária imediata referiram melhor qualidade de vida no domínio satisfação com a mama. Para os outros domínios e funcionalidade não houve diferença entre os grupos.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista
  • 2 Universidade Federal de Minas Gerais
  • 3 Outros
  • 4 Universidade Federal de São Paulo
  • 5 Universidade Estadual de Campinas
Eixo Temático
  • 08. Fisioterapia em Oncologia
Palavras-chave
Câncer de mama
qualidade de vida relacionada à saúde
reconstrução da mama