Avaliação da marcha em pacientes com síndrome da dor patelofemoral

- 147081
Pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

A Síndrome da Dor Patelofemoral (SDPF) é uma disfunção musculoesquelética que acomete a articulação do joelho. Sua etiologia é complexa e incerta, sofrendo diversas influências, tanto biomecânicas e anatômicas, como o mal posicionamento da patela, quanto psicológicas, sociais e comportamentais, tendo maior incidência em indivíduos ativos. O principal sintoma é a dor difusa, retropatelar ou peripatelar, sendo acometido bilateralmente, na maioria dos casos e tendo períodos de exacerbação, geralmente desencadeados por movimentos de flexão de joelho. O paciente tem uma diminuição do desempenho funcional e as diversas compensações biomecânicas podem influenciar no seu padrão de marcha.
O objetivo do estudo foi avaliar a marcha em pacientes com SDPF e observar a sua prevalência quanto ao sexo na amostra estudada. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e descritivo, submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa, protocolado pelo número 45408821.8.0000.5289. Foi realizado a partir da coleta de dados de vinte prontuários de pacientes diagnosticados com SDPF da Clínica Trata, em Goiânia-GO. Foram avaliados a inclinação anterior de tronco, flexão e extensão de quadril e joelho na fase de apoio da marcha e cadência. A tabulação e análise estatística dos dados foi realizada no Excel®, utilizou-se a média aritmética simples dos valores encontrados.
A amostra foi composta por dez homens e dez mulheres. Os pacientes apresentaram discrepâncias significativas dos valores de referência (VR) em todas as variáveis analisadas. Na inclinação de tronco (VR:7-10°) a média foi 4,4°, na flexão (VR:30°) e extensão (VR:20°) de quadril foi 19,2° e 10,5°, respectivamente, flexão (VR:40°) e extensão (VR:-10°) foi 35,25° e 7,5°, respectivamente, e na cadência (VR:170-180passos/min.) foi 159passos/min. Embora a média de angulação de flexão na fase de apoio não tenha sido tão afetada pela sintomatologia, os mecanismos compensatórios evidenciados pela discrepância maior das demais variáveis, sugerem uma pobre absorção de impacto na articulação do joelho, e a inclinação anterior de tronco e extensão de joelho foram as variáveis com diferenças mais significativas.
Conclui-se que na amostra analisada não houve prevalência de SDPF em um sexo específico. De maneira geral, a cinemática do tronco, quadril e joelho dos pacientes possuem consideráveis alterações, tendo o padrão de marcha como o movimento mais afetado.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Goiás
  • 2 Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC
Eixo Temático
  • 04. Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Palavras-chave
análise da marcha
Síndrome da Dor Patelofemoral
Fenômenos Biomecânicos