ASPECTOS FUNCIONAIS DE PACIENTES ADMITIDOS NO AMBULATÓRIO MULTIDISCIPLINAR PÓS-COVID DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

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Oral
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Resumo

Introdução: A Doença por Coronavirus (COVID-19) repercute diretamente nos agentes biopsicossociais dos sujeitos afetados. E estudos que avaliam componentes de saúde sob diferentes aspectos ainda são escassos.. Objetivo: descrever os aspectos funcionais dos indivíduos admitidos no Ambulatório Multidisciplinar Pós-COVID da UERJ. Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição, a partir da análise de dados da ficha de avaliação do serviço entre junho e dezembro de 2021. Foram incluídos pacientes infectados por COVID-19, confirmados por RT-PCR, maiores de 18 anos de ambos os sexos. Fichas com dados sociodemográficos e clínicos inconsistentes, e que houvesse divergência ou dados faltantes na revisão dos questionários foram excluídas. Analisamos dados sociodemográficos e clínicos como sinais e sintomas Pós-COVID e necessidade e tempo de hospitalização, a graduação do estado funcional através da Escala de Estado Funcional Pós-COVID (PCFS), além dos questionários Functional Assessment of Chronic Illness Therapy - Fatigue (FACIT-F), Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) e Short-Form Health Survey (SF-36), manovacuometria e TC6M. Resultados: Foram avaliadas 101 fichas com a média de idade de 53,6 anos, sendo 55,5% do sexo feminino; 77,3% tinham comorbidades previamente; 68,3% necessitaram de internação hospitalar. De acordo com a PCFS, pouco mais da metade dos indivíduos eram graduados em 2, ou seja, limitação funcional leve (55,5%). Os sintomas prevalentes foram fadiga (37,2%) e dispneia (32%). Submeteram-se os resultados à análise estatística através do Software GPower 3.1 (University Düsseldorf 2014, ALE) e sua significância estatística foi considerada um valor de p<0,05. Conclusão: A COVID-19 apresenta manifestações multissistêmicas que podem acarretar grandes prejuízos estruturais, emocionais e sociais. Fadiga e dispneia foram os sintomas mais relatados. A maioria dos indivíduos eram graduados com limitação funcional leve e a comorbidade foi um fator preditor de gravidade, de acordo com a PCFS. A pontuação da FACIT-f indicou menor gravidade de fadiga. Mais da metade tinha algum transtorno depressivo conforme o PHQ-9. Nossa amostra teve um impacto significativo na qualidade de vida em conformidade com a SF-36. Adicionalmente, uma ficha de avaliação ampla possibilitou a coleta de variáveis biológicas, sociais e psíquicas, contemplando o modelo da CIF, bem como seus domínios.

Instituições
  • 1 Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ)
  • 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • 02. Fisioterapia Respiratória
Palavras-chave
Síndrome pós-COVID
Promoção da Saúde
Fisioterapia