VARIABILIDADE DE PARÂMETROS ELETROMIOGRÁFICOS DA MUSCULATURA DO TRONCO EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE MARCHA

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Resumo

Introdução: A análise da marcha baseada em parâmetros eletromiográficos, tem se mostrado eficiente na identificação de alterações nos padrões de movimento e no comportamento neuromuscular. Diferentes desafios impostos durante a marcha, bem como diferenças nas faixas etárias podem alterar a variabilidade desses parâmetros quando indivíduos estiverem se reabilitando em esteira ergométrica. Objetivos: analisar a atividade eletromiográfica dos músculos de tronco (reto do abdome, oblíquo externo, grande dorsal e eretor da espinha) durante a marchar em esteira ergométrica, em diferentes condições de marcha, tais como: velocidades diferentes, dupla tarefa, nível de atenção e alerta, em indivíduos saudáveis com diferentes faixas etárias. Método: Foram avaliados 52 indivíduos de ambos os gêneros que foram divididos em: Grupo 1 adolescentes na faixa etária de 13 à 20 anos: n= 26; Grupo 2 jovem adulto 21 à 40 anos: n= 26. Para a coleta de dados foi utilizada uma esteira ergométrica e um aparelho de eletromiografia que avaliou o comportamento dos músculos do tronco (reto do abdome, oblíquo externo, grande dorsal e eretor da espinha) nas seguintes condições: marcha normal (condição I); marcha com nível de atenção (condição II); marcha com tarefa dupla (condição III) e marcha em diferentes velocidades (3, 5 e 7 Km/h) (condição IV). Depois de realizada a marcação dos pontos de referência os eletrodos de detecção foram posicionados sobre o ventre da musculatura analisada, identificada através da palpação durante uma contração isométrica resistida, seguindo a orientação das fibras musculares. Um eletrodo “terra” foi posicionado na clavícula próximo ao local de aquisição do sinal. Resultados: O músculo reto do abdome mostrou uma maior ativação ao realizar a marcha com dupla tarefa. Houve diferença significativa no oblíquo externo, grande dorsal e eretor da espinha nas condições de marcha com diferentes velocidades, sendo sua maior ativação proporcional com o aumento da velocidade da marcha. Conclusão: Através dos resultados obtidos podemos afirmar que o aumento da velocidade da marcha e caminhar na esteira com dupla tarefa influenciam na ativação da musculatura do reto do abdome, grande dorsal e eretor da espinha. Descritores: eletromiografia; músculos do tronco; marcha

Instituições
  • 1 UNILAVRAS
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto