VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA COMO ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO DE ÓBITO NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA VASCULAR EM IDOSOS

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Oral
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Resumo

Introdução: Ao longo dos anos várias formas para estratificação do risco de complicações pós-operatórias de cirurgias vasculares foram desenvolvidas, como equivalente metabólico (MET). No entanto, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), ainda não foi sugerida para auxiliar essa estratificação. Objetivo: Verificar o risco relativo avaliado no pré-operatório por meio da VFC para prever mortalidade em idosos no pós-operatório de cirurgia vascular. Método: Estudo transversal observacional analítico aprovado por Comitês de Ética em Pesquisa. Amostra de conveniência, composta por pacientes com idade maior ou igual a 60 anos. Foram excluídos pacientes com déficit cognitivo; incapacidade de comunicação; impossibilidade de identificação do intervalo RR (iRR) para análise da VFC. A avaliação da modulação autonômica cardiovascular (MAC) foi realizada por meio da análise da VFC no domínio do tempo (DT) através das variáveis: média de todos os iRR, desvio padrão de todos os iRR normais (SDNN), raiz quadrada das diferenças sucessivas entre os iRR normais adjacentes ao quadrado (rMSSD); como no domínio da frequência (DF): através da variáveis alta frequência (AF:0,15–0,40 Hz) e baixa frequência (BF:0,04–0,15 Hz), além de BF/AF. Os iRR foram registrados através de um conversor eletrocardiográfico (BioRadioTM) com os indivíduos sentados por período de vinte minutos. O MET foi avaliado imediatamente após ao registro da frequência cardíaca, através da realização de atividades diárias solicitadas pelo avaliador aos idosos. As variáveis foram expressas como média±desvio padrão. Para análise de associação entre as variáveis óbito, VFC e MET foi utilizado o cálculo da odds ratio (OR), sendo considerado significância α = 0,05. Resultados: Foram avaliados 58 idosos (60,3% homens) com idade=70,5±7,5 anos, peso=67,7±14,5kg, estatura=1,64±0,1m e IMC=24,6±3,8 kg/m². O tempo médio de internação foi de 42,3 dias. Houve um total de 6 óbitos. A análise da OR entre óbito e MET apresentou significância estatística, e risco relativo de 13,14% (OR=0,1667, p=0,0337, IC 95% 0,027 a 1,019). Quanto a análise da OR entre óbito e aos índices da VFC apenas o BF/AF (quando < 1,45) apresentou significância, com risco relativo de 20,7% (OR= 0,1059, p= 0,0209, e IC 95% 0,01147 a 0,9771). Conclusão: O balanço simpato-vagal verificado através da análise da VFC em idosos no pré-operatório de cirurgia vascular, foi capaz de prever o risco relativo de forma superior ao equivalente metabólico sugerindo que pode ser uma importante ferramenta para estratificação de risco. Palavras-chave: Fisioterapia cardiovascular; promoção da saúde; variabilidade da frequência cardíaca.

Instituições
  • 1 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
  • 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto