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Introdução: A capacidade de mobilidade dos membros superiores permite o uso apropriado no desempenho de suas atividades de vida diária. A simples elevação dos braços promove um aumento da demanda metabólica. O 6-Minute Peg Board and Ring Test (6PBRT), avalia a capacidade de mobilidade e tolerância ao exercício físico dos braços. Objetivo: Determinar os valores de referência e as medidas psicométricas para o 6PBRT na população brasileira de adolescentes saudáveis. Métodos: Participaram 52 indivíduos com idade entre 11 e 18 anos de ambos os sexos. O estudo foi dividido em duas fases: Na fase I os adolescentes foram submetidos ao 6PBRT para avaliar a confiabilidade intra e inter-avaliador do teste; na fase II os indivíduos foram submetidos ao 6PBRT afim de determinar valores normativos para esta população. Resultados: Houve alta confiabilidade intra (CCI2,1=0,79, 95% IC=0.27-0,92) e inter-avaliadores (CCI2,1=0,88, 95% IC=0.76-0,93) no 6PBRT. A análise de concordância teste-reteste do 6PBRT mostrou-se baixa com limites superior e inferior respectivamente de concordância de 148,77 e 51,46 de argolas movidas na análise de Bland-Altman (bias=48,55; p=0,001). A concordância inter-avaliadores do 6PBRT mostrou-se baixa com limites superior e inferior respectivamente de concordância de 130,18 e 83,18 argolas movidas na análise de Bland-Altman (bias=23,50; p=0,003). A mínima diferença detectável individual (MDD95) foi de 69,74 e de 77,77 para as medidas intra e inter-avaliadores, respectivamente. Os valores de referência foram reportados por faixa etária (11-12 anos, 13-14 anos, 15-16 anos e 17-18 anos). A idade se correlacionou com os valores obtidos no 6PBRT, e indivíduos da faixa etária mais velha (17-18 anos), quando comparados à faixa etária mais nova, apresentaram melhor capacidade (514,52±156,39; p<0,05). O 6PBRT apresentou uma correlação moderada e positiva com a idade e com o comprimento dos braços (r=0,501; p<0,00, r= 0,411; p<0,05), respectivamente, mas não com as outras variáveis analisadas. Conclusões: O 6PBRT se mostrou um teste confiável em adolescentes saudáveis. Além disso, a baixa concordância e as variações encontradas entre os testes de confiabilidades, sugerem uma necessidade de que o teste seja feito mais de uma vez, afim de coletar a melhor capacidade do sujeito. Este estudo foi capaz de determinar os valores de referência do 6PBRT em adolescentes saudáveis, e com tais resultados, podemos considerar que o uso do 6PBRT na avaliação da mobilidade e na funcionalidade dos membros superiores se torna um teste viável e atraente tanto na prática clínica quanto para fins de pesquisas. Descritores: Extremidade superior, Adolescentes, Teste de esforço.
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