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Introdução: O envelhecimento da população está associado ao aumento de comorbidades, incapacidades e ao aumento do número de quedas. A identificação precoce dos indivíduos com risco de cair é essencial para a promoção de intervenções eficazes e minimização das consequências. A Functional Gait Assessment (FGA) avalia o equilíbrio postural durante a marcha e determina o risco de quedas. Objetivos: Determinar a validade de construto estrutural, convergente e divergente e de critério preditiva, além do efeito teto e piso e ponto de corte da FGA-Brasil. Método: Os dados foram coletados no Ambulatório da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. O protocolo do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da mesma instituição. Cento e vinte e um idosos que aguardavam atendimento médico completaram a FGA-Brasil, o mini exame do estado mental, a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o teste de velocidade da marcha e a Escala de Eficácia de Quedas - Internacional (FES-I-Brasil) em uma única sessão. Após seis meses, os idosos foram entrevistados por telefone e informaram sobre a ocorrência de quedas. A análise fatorial exploratória foi utilizada para determinar a validade de construto. Os coeficientes de Mann-Whitney e de Spearman foram utilizados para a validade convergente e divergente entre a EEB, velocidade da marcha, FES-I e FGA. A curva ROC foi utilizada para validade preditiva e o ponto de corte. Resultados: Dois fatores comuns foram extraídos para a validade do construto, que juntos explicam 53,3% da variância total. A FGA-Brasil correlacionou-se com a EEB (r = 0,802, p <0,001) e velocidade da marcha (r = 0,651, p <0,001) e foi eficaz na separação dos grupos com baixa e alta preocupação com quedas (p <0,001). A curva ROC mostrou que a área sob a curva foi significativa (AUC = 0,923, p = 0,001) com um ponto de corte <17 que maximiza a sensibilidade e a especificidade. Nenhum idoso pontuou <3 e apenas 5,8% pontuaram >27 não havendo efeito teto e piso. Conclusão: A FGA-Brasil é uma escala válida que avalia o risco de quedas, além de demonstrar correlação moderada a alta com outros instrumentos que avaliam o mesmo construto. Além disso, é uma escala simples e de baixo custo para aplicação clínica, capaz de prever o risco de quedas em idosos brasileiros. Portanto, nossos resultados fornecem evidências para apoiar o uso da FGA-Brasil na avaliação do equilíbrio e marcha em idosos. Descritores:Marcha; Equilíbrio Postural; Quedas
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