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Introdução A dor, diminuição da mobilidade e fadiga no membro superior tem sido associadas à perda da funcionalidade, diminuição da produtividade no trabalho e da qualidade de vida. O “Functional Impairment Test-Hand, and Neck/Shoulder/Arm” (FIT-HaNSA) é um instrumento que avalia a resistência à fadiga e o desempenho do membro superior por meio da realização de funções motoras grossas utilizadas no dia a dia. Objetivo Analisar a validade de construto do FIT-HaNSA em trabalhadores com sintomas no membro superior, por meio da correlação entre a resistência à fadiga do segmento com os escores de força muscular do ombro, cotovelo e mão, capacidade para o trabalho e disfunção do membro superior. Métodos O estudo transversal foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FMRP-USP, com amostra de 39 trabalhadores de um hospital terciário, idade média de 42,9 anos (±13,29), 61,5% mulheres, com dor leve a moderada ou desconforto unilateral ou bilateral no membro superior nos últimos 12 meses. Os instrumentos utilizados foram Isocinético Biodex System 4 Pro™ para os movimentos de abdução no plano da escápula no ombro e flexão do cotovelo a uma velocidade de 60º/seg, dinamômetro de preensão isométrica palmar JAMAR® e os questionários QuickDASH-Br e o Índice de Capacidade para o trabalho (ICT). O FIT-HaNSA é dividido em 3 tarefas: Waist-up, Eye-Down, Overhead-Work, cuja aplicação é realizada de maneira alternada e por no máximo 300 segundos ou até o momento em que o voluntário utilize os critérios de parada previstos no teste. Um metrônomo foi utilizado para marcar o ritmo de realização das tarefas. A análise da validade de construto foi realizada através do Coeficiente de Correlação de Pearson (r) para quantificar a associação entre os escores do FIT-HaNSA e das outras ferramentas de medida. Foi utilizado software SPSS® 20.0, p< 0,05. Resultados As correlações entre o FITHaNSA e a força muscular do ombro, cotovelo e mão foram de fraca a moderada (r=0,18 – 0,58); porém moderada a alta correlação para abdução do ombro (r= 0,72) e flexão do cotovelo em relação a preensão palmar (r=0,76). A associação entre o FIT-HaNSA e o QuickDASH-Br e ICT se mostraram de fraca a moderada (r=-0,38, e r= 0,21) respectivamente. Conclusão O FIT-HaNSA mostrou ser válido para avaliação da resistência muscular à fadiga na amostra estudada. Nosso estudo forneceu evidências preliminares com relação às do FIT-HaNSA para a avaliação da sintomatologia de fadiga e desconforto em trabalhadores com queixas no membro superior.
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