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Introdução: As principais fontes de informação sensorial para regulação da postura são os sistemas visual, somatossensorial e vestibular. Devido à proximidade anatômica das estruturas responsáveis pelas funções auditivas e vestibulares, pressupõe-se que crianças com deficiência auditiva (DA) podem desenvolver estratégias posturais diferentes daquelas sem deficiência. Objetivo: Avaliar desvios posturais de crianças com DA. Método: Foram avaliadas 159 crianças, ambos os sexos, 6 a 11 anos, sendo 78 com DA e 81 ouvintes. As crianças com DA frequentavam a Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação/SP e as ouvintes o Grupo Bandeirantes (Núcleo Alto Pinheiros) e escolas públicas das cidades de São Paulo e Barueri/SP. A avaliação postural foi realizada por fotografias, nos planos frontal e sagital, analisadas no Software de Avaliação Postural (SAPO). Foram demarcadas com bolas de isopor (13 mm) as referências ósseas: glabela, mento, tragus, lóbulo da orelha, processos espinhosos da sétima vértebra cervical e terceira torácica, acrômios, ângulo inferior das escápulas, espinhas ilíacas anterossuperiores e posterossuperiores, trocânter maior do fêmur, bordo superior da patela, tuberosidade da tíbia, cabeça da fíbula, ponto médio da perna na altura da cabeça da fíbula, maléolo lateral, ponto médio do calcâneo e ponto de inserção do tendão de Aquiles. Utilizaram-se testes t de student e qui-quadrado para comparação das variáveis posturais quantitativas e qualitativas, respectivamente. Adotou-se nível de significância estatística de 5%. Resultados: Crianças com DA apresentaram: inclinação de cabeça à esquerda (DA: 67,1%; ouvintes: 32,9%, p=0,000), elevação da escápula direita (DA: 60,5%; ouvintes: 39,5%, p=0,021), extensão do tronco (DA: 61,2%; ouvintes: 38,8%, p=0,019) com maior magnitude de desvio (DA: 3,05º ± 2,3º; ouvintes: 1,6º ± 1,3º, p=0,001), projeção anterior do corpo direito (DA: 93,3%, ouvintes: 6,67%, p=0,000) e esquerdo (DA: 90,9%, ouvintes: 9,09%, p=0,000), joelhos valgos direito e esquerdo (DA: 55,1%, ouvintes: 44,8%, p=0,037), com maior ângulo frontal de membros inferiores direito (DA: 3,8º ± 3,2º; ouvintes: 1,4º ± 2,1º, p=0,000) e esquerdo (DA: 2,9º ± 3,8º; ouvintes: 1,6º ± 2,3º, p=0,046), joelhos semifletidos direito (DA: 68,2%; ouvintes: 31,8%, p=0,000) e esquerdo (DA: 63,6%; ouvintes: 36,3%, p=0,012) e flexão de tornozelo direito (DA: 55,0%; ouvintes: 45,0%, p=0,005) e esquerdo (DA: 56,2%; ouvintes: 44,0%, p=0,007), com maior magnitude do desvio (direito: DA: 84,8º ± 4,29º; ouvintes: 87,7º ± 3,01º, p=0,000; esquerdo: DA: 86,0º ± 5,48º; ouvintes: 87,3º ± 3,82º, p=0,011). Conclusão: Crianças com DA apresentaram alterações posturais típicas possivelmente relacionadas à busca de melhor equilíbrio. Descritores: Postura; Criança; Perda auditiva.
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