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Introdução: O acidente vascular encefálico refere-se ao desenvolvimento de sinais clínicos de distúrbios focais ou globais da função cerebral, com sintomas de duração igual ou superior a 24 horas, de origem vascular, provocando alterações nos planos cognitivo e sensório-motor, de acordo com a área e a extensão da lesão. O sinal mais comum de um AVE, é a fraqueza repentina ou dormência da face, braço e/ou perna, geralmente em um lado do corpo. O bom prognóstico está intimamente ligado a funcionalidade residual, e o processo de classificação dessa funcionalidade é determinante para direcionar o melhor projeto terapêutico singular. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde considera múltiplos aspectos da funcionalidade. Objetivos: Classificar o perfil funcional após acidente vascular encefálico e associar com os fatores de risco mais comuns. Metodologia: Foram avaliados os prontuários dos usuários encaminhados para reabilitação física da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bauru no ano de 2016 com diagnóstico de acidente vascular encefálico e classificados pela CIF através da utilização das dimensões: Funções do corpo, Estrutura do Corpo, Capacidade de participação e Desempenho e Fatores Ambientais. Em seguida foram realizados teste da associação entre os dados sócio demográficos e a extensão das limitações resultantes através da avaliação por domínios da CIF com maior comprometimento através de análise multivariável e índice de correlação de Pearson. Foi considerado nível de significância de 5%. A pesquisa foi autorizada pela diretoria técnica da APAE – Bauru e emitido parecer favorável pela Plataforma Brasil (CAAE 66582617.1.0000.5512) Resultados: Os fatores etiológicos mais prevalentes foram pela ordem: HAS com 37 (86,05), tabagismo com 18 (41,86%), DM com 14 (32,55%), uso de álcool com 12 (27,91%) e de drogas com 1 (2,32%) paciente. Os domínios CIF classificados com maior gravidade (níveis 4) foram: subir/descer 11,63%, andar distancias curtas 9,30%, deglutição, pôr-se em pé e função relacionadas com o padrão de marcha 4,65%, funções da articulação, falar, funções da voz, expressão de linguagem e comer 2,32%. Conclusão: O maior fator de risco foi a HAS e em sua maioria os indivíduos eram de classes sociais mais baixas. As funções mais acometidas foram as de equilíbrio e vestibulares, porém as funções com maior extensão de prejuízo foram os domínios motores subir e descer e andar pequenas distâncias. Palavras chave : Acidente Vascular Cerebral; Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; Reabilitação.
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