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Resumo

Introdução: O aumento no número de nascidos pré-termo leva a crescente necessidade da identificação precoce de alterações neuromotoras. Dentre as ferramentas destinadas a esse fim está o método General Movement Assessment (GMA), que pode ser utilizado desde o período de permanência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Objetivo: Verificar a trajetória e quais características, fatores individuais e intercorrências estão mais fortemente associados à classificação no GMA até cinco semanas de idade pós-termo em nascidos pré-termo. Métodos: O projeto foi aprovado pelo CEP da UFJF (CAAE 82123317.1.0000.5147) e trata-se de estudo longitudinal, com nascidos com idade gestacional (IG) inferior a 34 semanas, acompanhados da UTIN até a idade de 5 semanas pós-termo. As avaliações foram iniciadas 14 dias após o nascimento e consecutivamente a cada 3 semanas (período preterm e writhing movements). A classificação de cada avaliação foi realizada, de acordo com critérios definidos pelo método, por três avaliadores treinados e certificados. A trajetória de cada participante foi definida como “normal” (50% ou mais das avaliações foram normais) ou “anormal”. Foram registradas variáveis do prontuário sobre características maternas, biológicas e intercorrências na UTIN, incluindo lesões neurológicas identificados em exames de neuroimagem. Para análise estatística, foi considerado um p<0,05 para nível de significância. Resultados: A amostra foi composta por 52 participantes, com média de IG de 31 (± 2,2) semanas e peso ao nascimento de 1.436 (± 568,5) gramas. Um total de 112 avaliações foram realizadas pelo método GMA, sendo 72 avaliações no período preterm e 40 no writhing movements. Um número expressivo de classificação anormal foi evidenciado no período preterm, com: 44 (61,1%) poor-repertoire (PR), 20 (27,7%) normal e 8 (11,1%) cramped-synchronized (CS). No período writhing movements foram encontradas as seguintes classificações: 20 (50%) PR, 17 (42,5%) normal e 3 (7,5%) CS. Quanto a trajetória, 28 participantes (53,8%) receberam a classificação anormal e 24 (42,2%) normal. Na análise bivariada, estiveram significativamente associados com a trajetória anormal: IG ao nascimento menor que 32 semanas (p<0,003), peso ao nascimento menor que 1500 gramas (p<0,004), sepse precoce (p<0,004), tempo de internação superior a 34 dias (p<0,006) e Clinical Risk Index for Babies (CRIB) grau 2 (p<0,020). Conclusão: São diversos os fatores que podem interferir na trajetória da movimentação espontânea, mas os mais fortemente associados no presente estudo foram o grau de prematuridade, o CRIB grau 2 a presença de sepse e o maior tempo de permanência na UTIN. Palavras-chaves: unidade de terapia intensiva neonatal, prematuridade; desenvolvimento infantil.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • 2 Universidade Federal de Juiz de Fora
  • 3 HOSPITAL REGIONAL JOÃO PENIDO
Eixo Temático
  • A05. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade da Criança e Adolescente