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Introdução: A Influenza A Subtipo H1N1 é uma doença respiratória altamente transmissível e de importância global por ser uma das doenças com maior capacidade de causar pandemia entre os seres humanos e relacionada a alta taxa de morbimortalidade no mundo. As gestantes constituem grupo de risco devido as alterações imunológicas, o aumento na demanda por ventilação e a redução da capacidade residual funcional. Devido ao crescente número de casos de H1N1 nos anos de 2018 e 2019 é relevante entendermos as implicações respiratórias nas gestantes nos diferentes períodos gestacionais, para que sirva como base para uma tomada de decisão terapêutica e manejo ventilatório. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura a fim de observar as principais implicações biológicas e fisiológicas da Influenza A Subtipo H1N1 em gestantes. Métodos: Trata-se de um estudo de revisão sistemática de estudos observacionais. Foram realizadas buscas nas bases de dados, PEDRO, LILACS, SCIELO, MEDLINE, SCOPUS e CENTRAL com os descritores: Vírus da Influenza A subtipo H1N1, Respiração artificial e Gestante recrutando artigos de 2010 a 2018, que fossem referentes a gestantes e tivessem o diagnóstico confirmado por exame laboratorial, excluindo estudos em animais, adultos não gestantes e pediátricos. Após a busca nas bases de dados, realizada por três avaliadores independentes, foram recuperados 1.069 artigos, ao passar pelo Checklist Downs and Black e leitura na íntegra destes restaram apenas 7 para a inclusão do presente estudo. Resultados: Este estudo evidenciou que de acordo com as referências utilizadas, as gestantes possuem alterações fisiológicas e imunológicas ficando propensas a qualquer tipo de infecção. E com relação ao vírus da influenza A, todos os achados clínicos evidenciaram que 70% das gestantes se encontravam no 3° trimestre da gestação, tinham como principais sintomatologias a febre (93,3%), tosse (93,0%), mialgia (72,0%) muitas vezes acompanhadas de alguma comorbidade, como diabetes, obesidade, hipertensão arterial, podendo desencadear complicações mais sérias como pneumonia bacteriana (70%), insuficiência respiratória aguda (10%) e outras complicações respiratórias não especificadas (20%). Em relação a mortalidade, os artigos foram unânimes em relatar que as mulheres gestantes não tiveram uma taxa de óbito maior do que as não gestantes. Conclusão: Os resultados obtidos não trouxeram evidência suficiente para a associação entre gravidez, Influenza A e pior prognóstico, uma vez que o risco de uma gestante evoluir para um quadro clínico grave devido a Influenza A não variou muito quando comparada a uma mulher não grávida. Descritores: Respiração artificial, Gestantes, Vírus da Influenza A subtipo H1N1
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