Há correlação entre o teste lateral step down e a cinemática da corrida em corredores saudáveis?

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Resumo

A corrida recreacional é um dos esportes que mais cresce em número de adeptos atualmente no Brasil. Porém, concomitante a esse aumento, houve um aumento no número de lesões que acometem os corredores, bem como os fatores que podem ser decisivos para que as mesmas ocorram. No entanto, poucos estudos na literatura verificaram a validade de testes clínicos economicamente viáveis e tecnicamente fáceis de serem realizados, como o Lateral Step Down (LSD), e sua associação com variáveis cinemáticas da corrida, que podem estar associadas a lesões durante a prática da corrida. Dessa forma, o objetivo do estudo foi verificar se há correlação entre a pontuação da qualidade de movimento do teste LSD e os picos angulares das variáveis cinemáticas (queda pélvica contralateral, adução do quadril e abdução do joelho) durante a fase de apoio médio da corrida em corredores saudáveis. Foram avaliados 25 corredores de ambos os sexos com idade entre 18 e 45 anos, com experiência mínima de 3 meses no esporte e com um volume mínimo de treino de 15km semanais. Todos os voluntários assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido que foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de São Carlos (CAAE: 01679118.6.0000.5504). A avaliação da cinemática da corrida foi realizada em esteira ergométrica, utilizando uma análise de vídeo bidimensional (2D) através de uma câmera qualitativa de 120Hz (GoPRO Hero 4). Para a quantificação dos ângulos avaliados foi utilizado o software Kinovea. Para a avaliação do LSD, a altura do step (15 ou 20cm) foi selecionada com base na altura do participante e a pontuação da qualidade de movimento de cada corredor foi realizada por dois avaliadores cegos em relação à avaliação cinemática da corrida. A relação entre as variáveis do estudo foi avaliada por meio do coeficiente de Pearson e foi adotado um nível de significância de 5% para a análise estatística. Não houve correlações significantes entre a pontuação do teste LSD e as variáveis cinemáticas durante a corrida. Em nosso estudo, concluímos que corredores saudáveis não apresentam correlação entre a qualidade de movimento do teste LSD com as variáveis cinemáticas no plano frontal durante a fase de apoio médio da corrida. Descritores: corrida; movimento; vídeo

Instituições
  • 1 Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • 2 Universidade Federal de São Carlos
  • 3 Centro Universitário UNA Pouso Alegre
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto