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Resumo

Introdução: O câncer é a segunda causa de morte mais prevalente entre os brasileiros. O estadiamento avançado e tratamentos agressivos aumentam o risco de complicações. A avaliação da perda funcional durante a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é essencial para planejar estratégias de reabilitação mais efetivas. A escala PERME é um instrumento validado para avaliar especificamente a funcionalidade do paciente crítico. Objetivo: Analisar a alteração da funcionalidade por meio da escala PERME durante a internação dos pacientes oncológicos que são submetidos à ventilação mecânica na UTI do Hospital do Câncer I, descrever o perfil sociodemográfico e clínico da população e verificar a associação entre o perfil dos pacientes internados nesta unidade com o resultado das alterações da funcionalidade na alta. Método: Foram avaliados 39 pacientes internados na UTI do INCA/ HCI entre junho e outubro de 2019 com necessidade de ventilação mecânica em até 48h após admissão na UTI. Foram excluídos pacientes com alterações neurológicas e funcionais prévias, síndrome de compressão medular ou metástase óssea. Os dados sociodemográficos, clínicos e Performance Status (PS) foram coletados no prontuário. A análise descritiva da população foi feita por medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas e distribuição de frequência para as variáveis categóricas. Para avaliação dos fatores associados ao evento (PERME da alta), foram realizadas as regressões logísticas univariada e múltiplas. Variáveis independentes com p<0,20 foram inseridas no modelo final, analisado pelo método Stepwise Forward, sendo considerada significância clínica e estatística p<0,05. Os cálculos foram realizados por meio do software SPSS versão 22.0. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do INCA. Resultados: Foram incluídos 39 pacientes, 19 foram a óbito. A média de idade foi 59,77±14,66 anos, 61,5% com mais de 60 anos. A média do score de gravidade, avaliado pelo SAPS 3, foi de 86,90±16,81. A média da PERME encontrada, em três momentos, foi: 2,13±5,12 (P1), 11,50±8,27 (P2) e 17,05±7,70 (P3). Conclusão: Os 20 pacientes que foram analisados até o final do estudo apresentaram uma melhora funcional na alta da UTI observado por meio da PERME. Foi possível traçar uma associação entre a idade avançada, a gravidade na admissão e a capacidade funcional na alta com significância estatística (p<0,05). Pacientes mais graves na admissão e com idade maior que 60 anos apresentaram pior funcionalidade na alta da UTI. Descritores: Unidade de Terapia Intensiva; Neoplasias; Funcionalidade

Instituições
  • 1 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
  • 2 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto