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INTRODUÇÃO: A redução de força muscular em idosos interfere negativamente na capacidade funcional e qualidade de vida. Essa redução de força é comum em pacientes submetidos ao TAVI. Assim, programas de reabilitação subsequentes ao TAVI são fundamentais no tratamento. Porém, estudos sobre treino de força muscular nessa população no pós-operatório imediato são escassos. OBJETIVO: Avaliar o efeito de um protocolo de exercício físico sobre a força muscular global em pacientes que realizaram TAVI, durante internação hospitalar. MÉTODO: Os pacientes foram avaliados no 1º dia de pós-operatório, realizaram o protocolo de exercício com cicloergômetro e então reavaliados na alta hospitalar. Para avaliação da força muscular utilizou-se a medida da força de preensão palmar com o dinamômetro hidráulico de mão SH - Saehan®. O exercício foi realizado com cicloergômetro em membros superiores, mantendo intensidade leve (BORG Modificado 3 a 4), durante internação na unidade de terapia intensiva (UTI) e, em membros inferiores, na enfermaria. Duas séries de 5 minutos eram realizadas com intervalo de descanso de 5 minutos entre elas. O paciente participava da intervenção uma vez ao dia durante os dias de internação. Antes, durante e após o treino, ocorreu monitoramento da saturação periférica de oxigênio (SpO2), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD). Para análise estatística, utilizou-se teste t Student pareado, com significância em 5%, além de estatística descritiva. Aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Goiás. RESULTADOS: Participaram 13 pacientes (id: 78,62±5,42 anos, 9 do sexo masculino, índice de massa corporal 28,28±4,66 kg/m2). A média de internação na UTI foi de 2±1,22 dias e na enfermaria 2,15±3,05 dias. Não houve diferença significativa dos parâmetros iniciais e finais durante o exercício de SpO2 (95,08±2,51% vs 95,92±2,32%, p: 0,06), FC (67,50±10,29bpm vs 72,27±12,86bpm, p: 0,06 ), PAS (131,50±19,60mmHg vs 138,96±17,56mmHg, p: 0,07), PAD (66,12±13,21mmHg vs 68,00±13,69mmHg, p: 0,11), BORG dispneia (0,77±1,59 vs 2,54±2,12, p: 0,21) e BORG (0,62±0,71 vs 2,90±1,98, p: 0,06 ). A força de preensão palmar dos pacientes aumentou de 50,92±22,96kgf para 54,89±21,67kgf (p: 0,03) entre o 1º dia de pós-operatório e o dia de alta hospitalar. CONCLUSÃO: O protocolo proposto com cicloergômetro entre o 1º dia de pós-operatório e o dia de alta hospitalar aumentou a força muscular dos idosos estudados, o que pode minimizar as repercussões negativas da internação hospitalar em pacientes pós TAVI. DESCRITORES: Estenose da Valva Aórtica; Exercício; Força Muscular.
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