Efeitos do treinamento resistido excêntrico de baixa intensidade e de alta intensidade associado a restrição parcial de fluxo sanguíneo na dor

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Resumo

Introdução: estudos sobre o treinamento resistido de baixa intensidade (TRBI) associado à restrição parcial de fluxo sanguíneo (RFS) tem ganhado destaque nos últimos anos, porém, ainda existem lacunas em relação aos seus efeitos fisiológicos quando associado a treinamentos excêntricos (TE) em diferentes intensidades. Além disso, sabe-se que o processo de adaptação ao treinamento vem acompanhado por uma série de respostas clínicas, sendo uma delas a dor muscular, que são apontadas como possíveis fatores de limitação que podem influenciar diretamente o desempenho funcional do praticante. Objetivo: comparar os efeitos de um treinamento resistido excêntrico de diferentes intensidades associado ou não à RFS sobre a dor. Método: trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado composto por 61 homens saudáveis (idade: 24,41±4,75 anos; peso: 74,76±10,87 Kg; estatura: 1,77±0,06 m e IMC: 23,96±3,36 Kg.m2) que foram submetidos a 18 sessões de um programa de TE do músculo quadríceps do membro dominante no dinamômetro isocinético randomizados em quatro grupos: TE de alta intensidade associado à RFS (n=17), TE de baixa intensidade associado à RFS (n=15), TE de alta intensidade (n=15) e TE de baixa intensidade (n=14). Para os grupos de alta intensidade o treinamento foi realizado com 80% do pico de torque excêntrico e para os grupos de baixa intensidade com 40% do pico de torque excêntrico. A RFS foi avaliada por meio da utilização de Doppler e foi utilizada 40% da pressão necessária para a restrição completa do fluxo sanguíneo durante o protocolo de treinamento. O desfecho de dor foi avaliado uma semana antes (momento basal), na quarta semana (momento intermediário) e uma semana após o treinamento (momento final) por meio da Escala Visual Analógica (EVA). Foi utilizado o método estatístico descritivo e as comparações entre os grupos e momentos foi realizada por meio da ANOVA para medidas repetidas no esquema de dois fatores com significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Houve um efeito entre os momentos (p= 0,028; ES= 0,071), em que o momento basal (EVA= 0,46) foi diferente estatisticamente dos momentos intermediário (EVA= 0,0) e final (EVA= 0,0) para o grupo de alta intensidade sem RFS. Não foi observada diferença entre os grupos (p= 0,419; ES= 0,048) e na interação momentos vs grupos (p= 0,771; ES= 0,024). Conclusão: A adição da RFS sobreposta ao TE não influenciou a dor em homens jovens saudáveis. Descritores: treinamento com restrição de fluxo sanguíneo; treinamento excêntrico; dor.

Instituições
  • 1 UNESP
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto