Efeitos da cinesioterapia e da bandagem funcional elástica no membro superior e de pacientes com sequela de Acidente Vascular Cerebral.

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Resumo

Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a causa mais comum de deficiências crônicas em adultos, uma das principais causas de morte em todo mundo e a principal causa de incapacidade funcional. Objetivo: Avaliar os efeitos da cinesioterapia e da bandagem funcional elástica (BFE) na extremidade distal do membro superior espástico de indivíduos com sequelas de AVC. Método: Este estudo iniciou-se após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Barra Mansa (parecer número 208.885). Participaram desta pesquisa 4 pacientes com idade média de 61,75 (±12,07) anos, lesão há mais de seis meses (média 57 ±1,85 meses), de ambos os gêneros, que foram escolhidos aleatoriamente em uma clínica escola no interior do estado do Rio de Janeiro. Todos os pacientes foram submetidos a 16 atendimentos duas vezes por semana durante dois meses através de cinesioterapia e BFE. A cinesioterapia foi realizada através de 2 séries de 30 segundos de alongamento passivo dos músculos extensores e flexores de punho e posteriormente a 3 séries de 15 repetições de exercício ativo-livre de flexão e extensão de punho. Em seguida, a BFE da marca era aplicada na região posterior do antebraço parético de distal para proximal, sendo que nenhuma tensão era dada nas extremidades e no centro da fita era dada tensão máxima. Antes e depois do tratamento, os pacientes foram avaliados através da goniometria para verificar a amplitude de movimento (ADM) de flexão e extensão de punho e da escala Motor Activity Log, para verificar a quantidade e qualidade do uso do membro parético. Após a coleta, os dados foram exportados para um banco de dados e analisados pelo programa BioEstat 5.0 através do teste t de Student com nível de significância menor que 5%. Resultados: Observou-se um aumento da ADM de flexão de punho (p=0,0594), um pequeno aumento da ADM de extensão de punho (p=0,1261) e da qualidade de movimento (p=0,0971), porém, sem significância estatística. Houve manutenção da quantidade de uso do membro parético (p=0,5000) após o tratamento proposto. Conclusão: A cinesioterapia e a BFE não se mostraram eficazes para aumentar a ADM de flexão e extensão de punho e quantidade e qualidade de uso do membro parético dos pacientes com sequela de AVC participantes deste estudo. Sugere-se que outros estudos sejam realizados com um número maior de participantes e outras formas de avaliação para complementar esses achados. Descritores: Acidente Vascular Cerebral; Fita Atlética; Terapia por Exercício.

Instituições
  • 1 Centro Universitário de Barra Mansa
  • 2 universidade do vale do paraíba
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto