Efeito dos Exercícios de Pilates nas repercussões físicas e funcionais no pós-operatório tardio de câncer de mama

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Oral
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Resumo

Introdução: O tratamento cirúrgico do câncer de mama pode gerar diversas comorbidades físicas e funcionais. Objetivo: Avaliar os efeitos dos exercícios do Método Pilates (EMP) nas repercussões físicas e funcionais do membro superior no pós-operatório tardio de câncer de mama. Método: Foram avaliadas 25 mulheres com no mínimo um ano de pós-operatório por carcinoma mamário, em 3 momentos: admissional, 30 e 90 dias após a realização EMP, duas vezes por semana, nos equipamentos: Cadillac, Reformer, Step Chair e Barrel. Para avaliação da qualidade de vida (QV) foram utilizados os questionários EORTC-QLQ-C 30, EORTC-QLQ-BR-23 e FACT-B; para avaliação da fadiga muscular, a escala de Piper; para avaliação da Capacidade funcional, o DASH; e o Mini-Mental para capacidade mental. Para o volume dos membros superiores foi utilizada a fórmula de Cone Truncado; para a dor e a incapacidade Shoulder Pain and Disability Index. A avaliação da amplitude de movimento (ADM) do ombro foi realizada através do goniômetro. Foram realizados testes ortopédicos especiais para avaliar a integridade do músculo bíceps braquial (Speed, Yergason e Ludington). As mulheres foram questionadas sobre a sensação de peso, formigamento, dormência e inchaço nos membros superiores. (IC 95%). Este estudo foi aprovado pelo CEP. Resultados: Houve melhora da QV: FACT-B TOTAL (p=0,0018) e (p=0,0084) e EORTC QLQ-C30 (p=0,02 e p=0,00004) após 30 e 90 dias dos EMP, respectivamente, e apenas após 90 dias através do EORTC-QLQ-BR-23 (p=0,03). Através da escala de Piper, observou-se diminuição do domínio comportamental (p=0,03) após 30 dias e diminuição em todos os domínios (p<0,05) após 90 dias. Houve diminuição na média do escore DASH (p=0,015) (p=0,0017) após 30 e 90 dias, respectivamente. Não houve diferença na função cognitiva das pacientes após 30 dias. Após 90 dias houve aumento na capacidade de retenção de dados (p=0,012). Não houve diferença no volume do membro superior homolateral (MSH) à cirurgia, e também não houve diferença do lado contralateral a cirurgia. Entretanto, houve redução das queixas de sensação de peso, formigamento, dormência e inchaço no membro superior, além do aumento da ADM de flexão e abdução do ombro do MSH (p=0,000) e redução da dor e incapacidade. Quanto a integridade do tendão da cabeça longa do músculo bíceps braquial, houve uma redução nas queixas durante todos os testes realizados. Conclusão: Os EMP parecem ser seguros e benéficos para mulheres no pós-operatório tardio de câncer de mama. Descritores: Neoplasias da mama; Pilates; Terapia por exercício.

Instituições
  • 1 Unifae / UNIFAE
Eixo Temático
  • A09. Fisioterapia em Saúde da Mulher