EFEITO DE UM PROGRAMA DE FISIOTERAPIA SOBRE A FLEXIBILIDADE, INCAPACIDADE FUNCIONAL E PERCEPÇÃO DO EFEITO EM PACIENTES COM LOMBALGIA CRÔNICA INESPECÍFICA

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Resumo

Introdução: Lombalgia inespecífica é definida como dor abaixo da margem costal e acima das pregas glúteas inferiores, podendo ser referida ou irradiada no membro inferior e sem diagnóstico definido. Além da dor é observado hipomobilidade articular, diminuição da flexibilidade, alteração no controle muscular e na força da muscular adjacente. É vista como um problema que pode levar a uma condição de saúde incapacitante e a fisioterapia tem um papel importante na redução dos sintomas. Objetivo: Avaliar o efeito da fisioterapia na flexibilidade e incapacidade funcional em pacientes com lombalgia crônica inespecífica. Método: Foi realizado uma pesquisa transversal analítica de pré e pós avaliação, aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (2.373.661). A amostra composta por adultos, ambos os sexos, com lombalgia crônica inespecífica, recrutados em uma universidade do Espírito Santo. Foi realizada a avaliação fisioterapêutica, com avaliação da mobilidade vertebral da coluna lombar e torácica, flexibilidade com banco de Wells e capacidade funcional com instrumentos: Questionário de incapacidade de Roland-Morris (QIRM) e Índice de Incapacidade Oswestry (IIO) e Escala de Percepção do Efeito Global (GPE) de recuperação do paciente. Desenvolveu-se um protocolo de tratamento fisioterapêutico de 10 sessões, onde foram realizados exercícios para ganho de mobilidade e estabilização segmentar. Após terminado o protocolo, os pacientes retornaram para reavaliação. Na análise estatística utilizou-se o teste t Student pareado, pois os dados assumiram a distribuição normal pelo teste de Shapiro-Wilk. Foi considerado nível de significância estatística o valor de p<0,05. Resultado: Foram incluídos 12 pacientes com média de idade de 35 ± 13 anos, na maioria do sexo feminino (n= 9, 75%) e com ensino superior (n= 9, 75%). Em relação a avaliação da flexibilidade após o protocolo de intervenção, observou-se um ganho médio de 5,42 cm (p0,009), já em relação à incapacidade funcional observou-se melhora através dos dois instrumentos utilizados. No QIRM houve uma diminuição de 4,58 (p== 0,0020) pontos e no IIO uma diminuição de 8,83 (p==0,0002). Em relação a GPE, observou-se aumento de 7,25 (p= 0,0001) pontos na percepção de melhora dos sintomas. Embora tenha encontrado melhora na percepção dos sintomas e na flexibilidade, não foram observadas correlações dessas variáveis com a incapacidade funcional, provavelmente porque a incapacidade é multidimensional estando relacionada a outros fatores. Conclusão: Pacientes com lombalgia crônica inespecífica se beneficiam do tratamento fisioterapêutico com ganho de flexibilidade e redução da incapacidade funcional.

Instituições
  • 1 Universidade Vila Velha (UVV)
  • 2 Universidade Vila Velha UVV
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto