Dor, Disfunção e Autoeficácia em Pacientes com Dor no Ombro

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Resumo

Introdução: Fatores como grau de escolaridade, idade e sexo se relacionam com maior dor e disfunção no ombro. A baixa autoeficácia modifica o efeito preditivo que os baixos escores de dor e incapacidade do ombro têm sobre resultados clínicos dos pacientes com dor. Objetivo: Analisar a relação entre idade, sexo, grau de escolaridade, dor e disfunção, com o desfecho de autoeficácia e comparar se há diferenças nos níveis de incapacidade e dor entre sexos e faixas etárias. Método: Foram analisados dados sociodemográficos e pontuações de dois questionários, o Shoulder Pain and Disability Index (SPADI) e o Chronic Pain Self- Efficacy Scale (CPSS) de pacientes atendidos em um serviço especializado em reabilitação do ombro. A análise de regressão linear múltipla foi realizada para determinar fatores preditores dos níveis de autoeficácia percebida. A ANOVA two-way foi realizada para verificar se existe diferença significativa na pontuação do SPADI entre os fatores idade e sexo. Resultados: Foram analisados dados de 123 pacientes, com média de idade de 54 anos. A pontuação média do questionário SPADI foi 58,85. A pontuação média do questionário CPSS foi 182,22. Apenas a pontuação do SPADI foi capaz de prever a autoeficácia (Correlação de Pearson 0.48), explicando 23% de sua variância (r 2 =0.23). A pontuação do SPADI foi diferente entre os sexos, mas independente da idade. Conclusão: a pontuação no questionário SPADI foi capaz de prever parcialmente a autoeficácia, e o sexo influenciou a pontuação do questionário SPADI. Descritores: Autoeficácia; prognóstico; dor no ombro.

Instituições
  • 1 Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
  • 2 FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO/UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto