DIFERENÇAS NO EQUILÍBRIO E PREOCUPAÇÃO COM QUEDAS ENTRE INDIVÍDUOS COM MIGRÂNEA COM E SEM HISTÓRIA DE QUEDAS

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Resumo

Introdução: Déficits no controle do equilíbrio tem sido observado em pacientes com migrânea, bem como maior prevalência e medo de quedas. No entanto, ainda não são conhecidas as alterações do equilíbrio relacionadas com a recorrência de quedas nestes pacientes. Objetivo: Comparar o equilíbrio e a preocupação com quedas de indivíduos com migrânea com e sem histórico de quedas. Métodos: Foram avaliadas 24 mulheres com migrânea com histórico de quedas, com 30,1 ± 7,4 anos e 27 mulheres com migrânea sem histórico de quedas, com 34,8 ± 9,4 anos. Todas as voluntárias foram questionadas em relação à quantidade de quedas que ocorreram durante o último ano e preencheram a Escala Internacional de Eficácia de Quedas (FES-I), que aborda 16 questões em relação à preocupação com a probabilidade de quedas durante a realização das atividades de vida diária e, possui quatro possibilidades de respostas, desde "Nem um pouco preocupado" a "Extremamente preocupado", pontuadas de um a quatro. Para a avaliação do equilíbrio, foi utilizada uma plataforma de força (Bertec, Columbus, OH, EUA), sobre a qual as participantes foram orientadas a se manterem em apoio bipodal, olhando para um ponto fixo a um metro de distância, durante 30 segundos. Os testes foram repetidos 3 vezes para cada uma das 4 condições: superfície estável com olhos abertos e fechados, superfície instável com olhos abertos e fechados. Uma espuma de densidade média foi utilizada no teste com superfície instável. Os grupos foram comparados com Teste T de Student (p<0,05). Resultados: O grupo com histórico de quedas apresentou maior a área de oscilação do CoP (em cm²) nas condições de apoio em superfície estável com os olhos fechados (1,91±1,80) e em superfície instável com olhos abertos (6,29±3,31) e olhos fechados (15,22±7,60) em comparação ao grupo sem histórico de quedas (1,08±0,63; 4,55±2,54; 10,42±2,70; respectivamente). Na condição de superfície estável com olhos abertos não houve diferença na área de oscilação entre os grupos (p>0,05). A preocupação com o risco de quedas mensurada pelo FES-I também foi maior no grupo com histórico de quedas (29,1±6,93 pontos) em comparação com o grupo sem histórico de quedas (22,9±5,0 pontos). Conclusão: A presença de quedas recorrentes está relacionada com pior controle postural de pacientes com migrânea durante condições que exigem maior integração entre os sistemas que compõem o equilíbrio, bem como com uma maior preocupação em cair durante atividades de vida diárias. Palavras-chave: Transtornos de Enxaqueca; Quedas; Oscilação

Instituições
  • 1 FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO/UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
  • 2 UNIVERSIDADE DE LÜBECK
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto