Custos diretos com a atenção hospitalar e ambulatorial de indivíduos com lombalgia no Brasil em 2018

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Resumo

Introdução: A lombalgia é uma das principais causas de incapacidade e absenteísmo em todo mundo. Devido a alta prevalência, há maior procura por serviços de saúde, o que favorece um aumento dos impactos financeiros para o sistema público de saúde. Assim, compreender os custos diretos com o manejo dessa condição de saúde é fundamental para a elaboração de novas políticas públicas e para a tomadas de decisão. Objetivo: Estimar os custos diretos da atenção hospitalar e ambulatorial no ano de 2018, direcionados a indivíduos com lombalgia, sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS). Método: Estudo de custo da doença com abordagem top-down, e utilização de dados secundários do SUS (DATASUS). As seguintes informações relacionadas ao número de procedimentos e custos associados foram extraídas do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e Hospitalar (SIH): procedimentos diagnósticos, consultas, procedimentos clínicos, cirurgias, diárias e internações em UTI. Resultados: Em 2018 os gastos com consulta ambulatorial e internação hospitalar foi de R$ 47.177.469,77. Foram realizados aproximadamente 4 milhões de atendimentos em ambulatório e cerca de 66,4% dessa população eram mulheres. Os gastos foram de R$ 40.539.192,11 com procedimentos como, diagnóstico por imagem, consultas, tratamentos clínicos, diagnóstico por teste rápido e fisioterapia. Este, apresenta uma maior frequência (92,9%) com um custo total de R$ 2.958.375,68. Diagnóstico por exames de imagem são menos frequentes (2%), e possui custos mais elevados, ressonância magnética apresenta uma frequência de 0,98% e um custo de R$ 13.908.990,17. Referente aos gastos de internação hospitalar, houve uma frequência devido a lombalgia de, sendo sua maioria mulheres (54,23%). Os custos relacionados a essas internações foi de R$ 6.638.277,66. Quanto a internação em UTI registrou um custo de R$ 353.383,81 sendo 45% desse valor gastos com diárias de acompanhante. Os procedimentos hospitalares apresentaram um gasto total de R$ 2.588.062,63, sendo os tratamentos clínicos liderando a frequência com 56% seguido por consultas com 43%. Observa-se que há uma maior de procura de mulheres para atendimentos ambulatorial e destaca maior custo para exames de imagem. Fisioterapia soma um total de 4.875.536 procedimentos realizados em ambiente hospitalar e ambulatorial. Conclusão: Verificamos que em 2018, os custos diretos relacionados à lombalgia foram consideráveis. Os diagnósticos por imagem foram muito utilizados e acarretaram um custo elevado. Intervenções fisioterapêuticas foram amplamente utilizadas para o manejo dessa condição. Esses achados são relevantes para os gestores e profissionais de saúde. Descritores: Custo Direto; Custos hospitalares; Lombalgia;

Instituições
  • 1 Universidade de Brasília
Eixo Temático
  • A02. Fisioterapia na Saúde Coletiva e Políticas Públicas