CARACTERIZAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E RISCO DE MAU PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM LOMBALGIA CRÔNICA PERTENCENTES A UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

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Resumo

Introdução: A dor lombar representa significativo problema de saúde pública, pois 70% da população mundial apresentará pelo menos um episódio de dor lombar na vida. Além de muito prevalente, apresenta grande custo para seu gerenciamento, podendo ocasionar um alto índice de absenteísmo no trabalho e incapacidade. Na Europa, por exemplo, o custo anual com o tratamento da dor lombar varia em torno de 3 bilhões de euros. No Brasil, a lombalgia crônica custa ao Sistema Único de Saúde (SUS) entre R$17 milhões e R$ 88 milhões por ano. Essas cifras correspondem a uma faixa de 0,09% a 0,43% do orçamento do Ministério da Saúde. Estima-se que a sociedade gasta R$ 2.023 com cada paciente por ano. Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico e risco de mau prognóstico de pacientes com dor lombar crônica. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal descritivo, aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (2.373.661). A amostra foi composta por adultos de 19 a 59 anos, de ambos os sexos, com dor lombar crônica inespecífica e que buscaram atendimento de fisioterapia na policlínica de uma Universidade do Espírito Santo. Foram realizadas avaliações demográficas, avaliação física estruturada, avaliação da percepção global da dor e avaliação do risco de mau prognóstico através (Start Back screening tool). Os resultados foram demonstrados em frequência absoluta e relativa e média ± desvio padrão (DP). Resultados: Foram avaliados 37 pacientes com média de idade de 34 ± 5,4 anos, maioria do sexo feminino (n= 22, 59,4%), com nível superior de escolaridade (n= 24, 64,8%), solteiros (n= 19, 51,3%) em profissões diversas (N=16, 43,24%). Na avaliação do risco de mau prognóstico, observou-se que 62,1% dos entrevistados possuíam baixo risco de prognóstico ruim, já em relação à limitação funcional às atividades de vida de lazer 56,76% relataram limitação e em relação as atividades de trabalho 40,54%. Conclusão: Apesar do baixo risco de prognóstico ruim e diferentemente da história natural da lombalgia, os sujeitos dessa pesquisa possuíam quadro clínico com evolução para piora, grande intensidade e de longa duração, demonstrando que os pacientes que chegam a procurar o serviço de fisioterapia estão em um estado de evolução clínica que podem limitar suas atividades. Descritores: Lombalgia, Fisioterapia, Funcionalidade.

Instituições
  • 1 Universidade Vila Velha
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto