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Introdução: A independência funcional pode ser descrita como a capacidade do indivíduo de realizar suas atividades de vida diária (AVD), sendo que a autonomia, na prática de suas tarefas, garante a possibilidade de viver sem ajuda no contexto domiciliar. Esta pode apresentar-se diminuída ou até mesmo ausente em virtude de doenças cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral. Objetivo: avaliar o paciente no pós-AVC, desde a fase aguda até a fase crônica, e caracterizar o comprometimento funcional, sensório-motor, proprioceptivo e cognitivo, por meio das escalas: Medida de Independência Funcional (MIF), Escala Fugl-Meyer (EFM) e Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Metodologia: Estudo de campo, prospectivo longitudinal de 3 meses, com pacientes diagnosticados com AVC. Após alta hospitalar, na residência do voluntário foram realizadas 3 avaliações: 1) fase aguda (10-15 dias), 2) fase subaguda (30 dias) e 3) fase crônica (90 dias). O estudo foi aprovado pelo CEP, sob CAAE: 68508517.7.0000.5512. Resultados: participaram do estudo 5 (100%) voluntários (10 não foram incluídos), idade 67,2±16 anos, 60% (3) com predomínio de hemiplegia esquerda, com 12,2±4,65 dias de acometimento, na primeira avaliação; 80% (4) eram homens, com idade 74±5,8 anos; 100% (5) sedentário, 40% (2) apresentava comorbidade. Pressão arterial sistólica 118±4,47 mmHg e a diastólica 80±0 mmHg. Nível de alfabetização 7±3 anos, sendo que 60% (3) apresentava algum grau de perda cognitiva, com o menor escore da MEEM (15,8) na fase crônica, sendo o maior déficit na Atenção e cálculo. Na atividade de vida diária (AVD), o grau de dependência grave foi 60% (3), na fase aguda, passando para 60% (3) na fase subaguda e crônica com a dependência total e dependência grave. Na fase aguda a funcionalidade pela EFM, no membro superior (MS) foi de maior dificuldade na categoria Movimento com leve ou sem sinergia, Mão e Preensão, e Coordenação/Velocidade, com predomínio leve para o comprometimento sensório-motor nas três fases do AVC. Para o membro inferior (MI), na fase aguda, 60% (3) apresentou algum grau de comprometimento, sendo 40% (2) grave e severo, com aumento na fase subaguda e crônica em 80% (4). Conclusão: o AVC acarretou incapacidade motora e cognitiva, na amostra estudada, com piora no decorrer da recuperação e dependência na AVD. Por se tratar de estudo piloto, o número limitado de voluntários impediu a projeção dos achados.
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