Associação da Imagem Corporal com os aspectos da Atividade da Doença e Qualidade de Vida de pacientes com Artrite Reumatoide

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Resumo

Introdução: A artrite reumatoide (AR) pode ocasionar deformidades articulares incapacitantes que são acompanhadas por dor e comprometimento da qualidade de vida. Os escores da atividade da doença definem o real estado do paciente com AR. As doenças crônicas como a AR, acompanhadas por deformidades e incapacidade, podem influenciar a autopercepção da imagem corporal nesses indivíduos. Objetivo: Verificar a correlação da imagem corporal com a atividade da doença e com a qualidade de vida em indivíduos com AR. Metodologia: O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética. Trinta e cinco indivíduos com AR foram avaliados no serviço de Fisioterapia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Os participantes foram avaliados através da Escala de Avaliação do Transtorno Dismórfico Corporal (EA-TDC), do Clinical Disease Activity Index (CDAI) e do Functional Assessment of Chronic Illness Therapy – Versão 4 (FACIT) para avaliação da imagem corporal, atividade da doença e qualidade de vida, respectivamente. O teste de normalidade Shapiro Wilk foi utilizado, as variáveis consideradas paramétricas foram analisadas através do teste de correlação de Pearson e os dados não paramétricos pelo teste de correlação de Spearman. Foram considerados significantes os valores de p< 0,05. Resultados: A maior parte dos pacientes eram mulheres (n=34; 97,1%), com idade de 51 anos (± 13,29). Mais da metade dos participantes (n=19, 54,28%) apresentaram intensa atividade da doença (CDAI > 22.1), com média de 14,17 (±10,06) articulações dolorosas por participante. A dor foi mais frequente na articulação do ombro, polegar (n=27; 77%) e joelho (n=25; 71,43%). Os participantes com certo grau de insatisfação com a aparência (n=7; EA-TDC > 66) evitaram áreas públicas, ir ao trabalho e outras situações sociais (n=4; 57%), contato físico (n=5; 71%) e atividade física (n=6; 85%) por se sentirem incomodados com a aparência. Houve correlação fraca positiva do EA-TDC com CDAI (r=0,35; p=0,03) e correlação forte negativa com o FACIT (r=-0,45; p=0,007), ou seja, quanto maior a atividade da doença, maior a insatisfação com a imagem corporal e menor a qualidade de vida desses pacientes. Conclusão: Há correlação da atividade da doença e da qualidade de vida com os distúrbios da imagem corporal em pacientes com AR. O acometimento poliarticular crônico nesses pacientes contribui para o desenvolvimento de deformidades, que associadas à dor e ao edema, podem gerar perturbações na autopercepção da imagem corporal e na qualidade de vida. Imagem corporal; Fisioterapia; Artrite Reumatóide.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Espírito Santo
Eixo Temático
  • A06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto