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Introdução: Exercícios de vibração de corpo inteiro(EVCI) realizados em plataforma vibratória(PV) mostram efeitos benéficos quanto ao uso clínico em diversas populações. O posicionamento comumente adotado é de pé com pernas fletidas, entretanto, condições limitantes podem requerer adaptações. Objetivos: Avaliar a transmissibilidade vertical da vibração mecânica nos joelhos, coluna lombar, esterno e cabeça, em mulheres, em três posições distintas: de pé, sentado em cadeira com tornozelos em angulação livre e perpendicular à PV. Métodos: Trinta voluntárias foram submetidas ao EVCI com frequência de 7,5Hz, amplitude de 2,5mm, com força de 0,28g, expostas por 10 segundos e repouso 1:1, em cada posição. Quatro acelerômetros monoaxiais foram usados para captar a vibração no eixo vertical, em joelhos, coluna lombar, esterno e cabeça. Foram extraídos do sinal os parâmetros root mean square (RMS) e a transmissibilidade (Trms%) calculada usando relação simples entre RMS do corpo e o RMS da PV. Resultados: O grupo apresentou idade média de 56 anos (+-14,0), brancas (57%), não tabagistas (97%) e sedentárias (47%), 67% encontravam-se acima do peso (sobrepeso ou obesidade), segundo índices preditos por idade e composição corporal. No teste funcional, 43% apresentaram algum risco de queda. O EVCI foi percebido como exercício de baixo esforço/fadiga (96,7%) e 64% não referiram qualquer insegurança ou desconforto durante a exposição à vibração. Quanto a acelerometria, os joelhos apresentaram a maior vibração enquanto o esterno foi o ponto anatômico que apresentou menor transmissibilidade (Trms%=7,2% e 8,1% nas posturas sentadas). A postura de menor vibração para a cabeça foi sentada com pés perpendiculares à PV (Trms%=8,86%). Quando analisado a Trms%, nos pontos de joelho ou cabeça, estratificada por grupos de índice de massa corporal (eutrofia X sobrepeso e obesos), atividade física (sedentarismo X atividade regular) ou faixa etária (maiores ou menores de 60 anos) nota-se uma homogeneidade entre os grupos (p>0,05), exceto no quesito Trms% de joelhos para o grupo de idosas na postura sentada com pés perpendiculares à PV (p=0,024). Conclusão: Por analisar o comportamento da transmissibilidade nas diferentes posturas e pontos anatômicos, esse estudo favorece a criação de distintos protocolos para populações com diferentes incapacidades. A postura eleita como mais adequada para realização de EVCI sentado foi a postura SIT, que acarretou pequena vibração de cabeça com menor transmissibilidade e ressonância em joelhos e menor o registro de medo ou tontura. Descritores: vibração de corpo inteiro; acelerometria; transmissibilidade;
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