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Introdução: A qualidade de vida (QV) é uma dimensão multidimensional e subjetiva, onde o indivíduo tem a percepção de sua vida, suas condições básicas e suplementares como o bem-estar psicossocioeconômico, podendo estar relacionado aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações, ajudando na eficácia do tratamento e no impacto de sua atividade de vida diária. Assim, a QV do paciente pós-acidente vascular cerebral, pode ficar limitada devido os déficits funcionais adquiridos como a diminuição das percepções sensitiva, motora e cognitiva. Objetivos: Analisar a qualidade de vida do paciente pós AVC, atendidos na cidade Manaus/AM. Métodos: O estudo é do tipo transversal, realizado de março a dezembro 2019. A população composta de 9 pacientes (100%) com diagnósticos de AVC de ambos os sexos, cumprindo a reabilitação por meio do recurso cinesioterapêutico e hidroterapêutico, atendidos 2 vezes por semana, totalizando 78 atendimentos, no PRONEURO, desenvolvido no Laboratório Estudos em Neurociência e Comportamento na Universidade Federal do Amazonas, com faixa etária acima de 18 anos. Os pacientes foram avaliados pelo Questionário de Qualidade de Vida – SF-36, composto por 36 itens, com oito domínios: Capacidade funcional, Limitações por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspecto social, limitações por aspectos emocionais, saúde mental. Foram analisadas as respostas do Questionário de Qualidade de Vida SF-36, pré e pós-intervenção fisioterapêutica, onde o escore vai de 0(ruim) a 100(excelente). Resultado: Na população avaliada 5 (55,56%) foram mulheres e 4 (44,445%) homens. Na pré-intervenção foi obtido uma variação entre 297,75 e 635 do escore total do SF-36, no pós uma variação entre 367,5 e 542,3 do escore total. As medias dos escores totais evoluíram quanto a: capacidade funcional: de 48,89% para 51,11%, aspecto físico: de 19,44% para 30,56%, dor: de 59,8% para 77,33%; estado geral de saúde: de 70,11% para 71,22%, vitalidade: de 49,4% para 59,44%, aspecto social: de 47,95% para 55,28%, aspectos emocionais: de 33,31% para 51,33%, saúde mental: de 71,11% para 82,67%. Destarte, detectando como pior, o estado de saúde na pré-intervenção: aspecto físico (19,44%) e o estado emocional (33,31%), mas com evolução positiva no aspecto físico (30,56%), estado emocional (51,33%),bem como os demais domínios. Conclusão: Conclui-se que ocorreu evolução na qualidade de vida do indivíduo pós-acidente vascular, apontando que a intervenção fisioterápica foi eficaz, aumentando a funcionalidade. Palavra-chave: Acidente vascular cerebral, Qualidade de vida, Fisioterapia.
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