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INTRODUÇÃO: O Ballet Clássico possui uma extensa gama de disciplinas em seu conteúdo programático, a fim de desenvolver a filosofia, a atitude e as técnicas propriamente ditas, necessárias para a formação de bailarinos de alta competência. Dentre esses nichos de aprendizagem, o desenvolvimento físico, força, endurance e mobilidade, são imprescindíveis para a adequação do bailarino ao que lhe é proposto em sua prática. Contudo, não é visto em conjunto destes princípios, a instrução no tocante às estruturas corporais e consciência corporal diretamente relacionadas com o desempenho e a incidência de lesões nestes profissionais. Além disso, ao longo do tempo, têm sido propagadas técnicas criadas por pessoas sem formação acadêmica para alcançar a estética desejada para o ballet. Essas técnicas consistem, basicamente, em tentativas de deformar determinadas estruturas, tais como pés e joelhos, e aumentar ainda mais as amplitudes de movimento. A execução diária e de maneira repetitiva pode trazer sérios danos a saúde física dos bailarinos, comprovando a existência de uma cultura da dor dentro do ballet. OBJETIVO: Avaliar a implementação de uma disciplina de extensão Universitária, intitulada ''Saúde em dança'', com o objetivo de trazer aos alunos em formação numa escola de Ballet, aspectos morfofisiológicos correlacionados diretamente a prática física da Dança e sua relação com as lesões musculoesqueléticas. MÉTODO: Avaliar qualitativamente, através da análise de discurso de um grupo focal de 20 bailarinos, o impacto do ensino, fruto da ação de extensão universitária, feito por alunos de graduação em Fisioterapia, durante 9 meses. As aulas foram ministradas pelos alunos, onde estes ficaram responsáveis por montar avaliações e dinâmicas práticas que envolveram diretamente a prática de vida diária da dança. RESULTADO: Todos os desfechos qualitativos foram observados e catalogados contendo termos como: “melhora na técnica”, “sei fazer melhor agora”, “entendi o corpo melhor para ensinar”, "entendi como o corpo deve funcionar". Assim, a disciplina conciliou saber e experiência, fazendo com que o conhecimento atue de forma direta no fazer da dança desses profissionais. CONCLUSÃO: Tendo em vista que o próprio bailarino conhece e se enxerga protagonista do próprio corpo e da própria saúde, as demandas do ballet em alta performance serão vistas, a partir do ensino, em extensão universitária, de maneira diferente por parte do profissional. Esse é um exemplo de como ações de educação continuada, como ação de promoção da saúde, interfere de forma positiva na vida e saúde da população. DESCRITORES: Ensino; Fisioterapia; Dança.
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