QUEIXAS FÍSICO-FUNCIONAIS, ÍNDICE GLICÊMICO E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES COM DIABETES MELITUS GESTACIONAL

Vol.02 N.01-2018 - 138289
PÔSTER
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Introdução: Dentre as opções de tratamento para Diabetes Melitus Gestacional (DMG), a fisioterapia pode atuar proporcionando atividade física adequada, que além do controle glicêmico, auxilia no processo das alterações físicas. É importante compreender o que ocorre em relação às queixas, assim como qualidade de vida, para que o atendimento fisioterapêutico seja adequado com sua condição. Objetivo: Avaliar queixas físico-funcionais, índice glicêmico e qualidade de vida de mulheres com DMG. Métodos: Estudo observacional, transversal, 20 gestantes com DMG, internadas na Maternidade Carmela Dutra, Florianópolis/SC. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) (CAAE 65977417.4.0000.0118) e da Maternidade Carmela Dutra (CAAE 65977417.4.3001.0114). Todas as participantes leram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta foi realizada por avaliação contendo anamnese, exame físico (massa, estatura, IMC) e questionários (Short Form Health Questionnaire - SF 36 e Questionário de Queixas Gestacionais, segundo Rodrigues, 2006). Para valor glicêmico, foi feita busca no prontuário. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, versão 20.0). Para a caracterização foi utilizada estatística descritiva. Para relações de nível glicêmico e escore de qualidade de vida, foi utilizado teste de Correlação de Spearmann, e comparação dos índices glicêmicos entre mulheres que apresentavam ou não queixas, o teste de Mann-Whitney. O nível de significância foi de 0,05. Resultados: A média de idade foi de 33,35 anos (±6,88), IMC de 35,29 Kg/m² (±3,74), valores glicêmicos de 111,05 mg/dl (±32,63) e predomínio de não praticantes de atividade física (n=16), como utilização de medicações (n=16). Os escores do questionário de qualidade de vida que apresentaram relação inversa significante com o índice glicêmico foram os domínios capacidade funcional (r=-0,486; p=0,014), aspectos físicos (r=-0,593; p=0,002), dor (r=-0,452; p=0,002) e vitalidade (=-0,385; p=0,046). Em relação ao questionário de queixas, foram mais frequentes edema (n=11) e dor lombar (n=10). De forma geral, a média da glicemia das participantes que referiram queixas foi maior em relação às que não apresentaram, no entanto, diferença significante foi em relação à dor em membros inferiores (MMII) (p=0,041). Conclusão: O perfil destas mulheres apresentou características relacionadas a fatores associados à DMG. Houve, de forma geral, relação inversa do índice glicêmico com a percepção de qualidade de vida, e índice glicêmico mais elevado em relação às mulheres que apresentavam dores em membros inferiores em comparação com as que não relataram esta queixa.

Instituições
  • 1 Universidade do Estado de Santa Catarina
Eixo Temático
  • C08. Fisioterapia na Saúde da Mulher