QUEDAS EM IDOSOS: DEFECHOS FUNCIONAIS ADVERSOS

Vol.02 N.01-2018 - 138543
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Resumo

INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional está relacionado com o aumento da ocorrência de condições crônicas de saúde. As quedas em idosos constituem uma importante demanda epidemiológica devido ao impacto negativo para essa população. A queda pode ser definida como um evento não intencional que leva a uma mudança de posição do indivíduo para encontro ao solo ou em um nível mais baixo do que o anterior, não resultante de violência, perda de consciência, acidente vascular encefálico ou ataque epiléptico. Dentre as consequências adversas das quedas, destaca-se a incapacidade funcional. Estas condições se associam, muitas vezes de forma cíclica, devido a estreita relação de ambas com o declínio físico. OBJETIVO: Avaliar os idosos caidores e não caidores no decorrer do tempo para a ocorrência de desfechos funcionais adversos. MÉTODO: Trata-se de um estudo longitudinal do tipo coorte com três ondas de observação anuais para a exploração dos dados do estudo epidemiológico de base populacional da Rede FIBRA. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, de nº ETIC 187/07. Participaram do estudo 589 idosos comunitários de Belo Horizonte (MG), com idade de 65 anos ou mais, avaliados entre 2009 e 2012. Os idosos foram avaliados anualmente a partir do estudo de base por entrevista telefônica. Foi realizada a análise de sobrevivência para os desfechos funcionais adversos, estimada pela área da representação gráfica das curvas utilizando-se o método de Kaplan-Meier. Foi avaliado o tempo para o desenvolvimento de incapacidade funcional, o qual foi operacionalizado pela ocorrência, de forma permanente, no seguimento dos seguintes desfechos funcionais: dependência em atividades básicas de vida diária, restrição ao domicílio e restrição ao leito. As curvas em 3 anos foram determinadas para cada desfecho em relação a ocorrência ou não de quedas na linha de base. Determinou-se o valor de p < 0,05 para estabelecer diferença significativa entre as curvas utilizando-se o teste log-rank. RESULTADOS: A análise das curvas de sobrevida estimadas pelo método de Kaplan-Meier mostrou a distribuição do tempo em meses diferenciada para idosos caiadores e não caidores no estudo na linha de base com seguimento para o desenvolvimento de incapacidade em ABVD (p = 0,0395), restrição domiciliar (p = 0,0203) e restrição ao leito (p = 0,0023), verificadas pelo teste de log-rank. CONCLUSÃO: Os idosos que sofreram quedas apresentaram um menor tempo para o desenvolvimento de desfechos de incapacidade funcional. Descritores: Quedas; Envelhecimento; Incapacidade funcional.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Minas Gerais
  • 2 Universidade Federal de Juiz de Fora
Eixo Temático
  • C06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Idoso