Qual o melhor momento para utilizar o STarT Back Tool em pacientes com dor lombar?

Vol.02 N.01-2018 - 138270
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Resumo

Introdução: A dor lombar (DL) apresenta grande impacto mundial. O prognóstico da DL é favorável nas primeiras semanas e pode ser influenciado por diversas características. O STarT Back Tool (SBST), tem objetivo de estratificar os pacientes com DL em subgrupos, de acordo com o prognóstico. No entanto, esse instrumento é formado por fatores prognósticos modificáveis e apenas uma classificação na avaliação inicial não considera as variáveis que podem modificar em um paciente após iniciar um tratamento ou ao longo do tempo. Objetivos: Investigar qual o melhor momento para o uso do SBST na fisioterapia e na emergência, analisando as mudanças nos subgrupos do SBST ao longo de 6 meses e avaliando a capacidade preditiva do SBST quando aplicado em avaliações distintas. Método: Dois estudos de coorte com amostras independentes foram realizados. Amostra1: Pacientes com DL aguda (n=200) que realizaram um atendimento médico emergencial (CAAE: 25315713.7.0000.0064). Amostra2: Pacientes com DL crônica (n=148) que realizaram 10 sessões de fisioterapia (CAAE: 14386513.4.0000.0064). Desfechos clínicos de intensidade da dor e incapacidade, assim como a estratificação do SBST foram coletados na avaliação inicial, após 6 semanas e 6 meses. Análises descritivas foram realizadas para descrever as mudanças nos subgrupos do SBST. Modelos de regressão linear hierárquica foram construídos para analisar a capacidade preditiva do SBST quando aplicado em avaliações distintas. Resultados: Parece haver um padrão na mudança dos subgrupos do SBST entre população aguda e crônica. Os pacientes mudam mais de subgrupo durante as 6 primeiras semanas (52,1% agudos e 60,8% crônicos) e depois a maioria, mais de 65% dos pacientes de ambos amostras, permanece estável nos subgrupos. Para ambas as populações, o melhor momento para aplicação do SBST é a avaliação de 6 semanas, em que o SBST adiciona até 22,1% (agudo) e 11,6% (crônico) na predição a longo prazo de incapacidade, após ajustado para potenciais confundidores. O SBST não adiciona poder preditivo quando aplicado na avaliação inicial para a população crônica, e foi capaz de predizer 3.8% de dor para população aguda. Conclusão: A maioria dos pacientes com DL mudam de subgrupo após receber um tratamento emergencial ou de fisioterapia. Aplicar o SBST em diferentes momentos no tempo adiciona valor preditivo, a longo prazo, para os desfechos, dor e incapacidade em pacientes com DL aguda e crônica que recebem tratamento emergencial e de fisioterapia. O melhor momento para estratificar os pacientes com DL e predizer desfechos clínicos é a avaliação após 6 semanas.

Instituições
  • 1 Universidade Cidade de Sao Paulo
Eixo Temático
  • C05. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto