PROGRAMA DE EXERCÍCIOS PARA GERENCIAMENTO DA DOR E MELHORA FUNCIONAL NA OSTEOARTROSE DE JOELHO

Vol.02 N.01-2018 - 138271
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Resumo

Introdução: A osteoartrose (OA) é uma das doenças reumáticas mais comuns, caracterizada pela degeneração crônica da cartilagem articular, que causa alteração do osso subcondral, levando, consequentemente, a deformidade da articulação. Os sintomas mais comuns em pacientes com OA são: dor espontânea localizada ou irradiada e enrijecimento pós-repouso de curta duração, o que compromete bastante a qualidade de vida destes indivíduos. Objetivos: Analisar dois protocolos de tratamento (exercícios isométricos ou exercícios isotônicos) na reabilitação de pacientes com osteoartrose de joelho. Métodos: 20 pacientes de ambos os sexos foram divididos aleatoriamente em dois grupos: Grupo Exercícios Isométricos (GIM) e Grupo Exercícios Isotônicos (GIT), ambos focados no fortalecimento dos mesmos grupos musculares de membros inferiores. Antes de realizarem os exercícios de fortalecimento, ambos os grupos realizaram um aquecimento de cinco minutos na bicicleta ergométrica, seguido por aplicação de ultrassom contínuo e infravermelho para melhorar a mobilidade articular. Todos voluntários foram avaliados e responderam os seguintes questionários antes de iniciar os tratamentos: Escala Visual Analógica de Dor (EVA), o Índice de Lequesne (IL) e a Escala de Lawton (EL). Os pacientes foram atendidos duas vezes por semana e, após oito sessões, e ao final do tratamento, os questionários foram aplicados novamente. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do UniAnchieta com o número do CAAE 68052117.8.0000.5386. Resultados: Para EVA, ambos grupos apresentaram redução significativa do quadro de dor, tanto para segunda, quanto para terceira avaliação comparado à avaliação inicial. Na comparação entre os grupos verificamos que para terceira avaliação o GIT apresentou redução estatisticamente significativa, comparado ao GIM (GIT: 1,4 + 0,40 vs. GIM: 3,7 + 0,44; p < 0,05). O IL mostrou redução significativa do acometimento da OA para os pacientes do GIM apenas após o término do tratamento, sendo que para os pacientes do GIT, a melhora foi estatisticamente significativa tanto para segunda, quanto para terceira avaliação. A comparação entre os grupos, após a última avaliação, também mostrou redução significa para o GIT, comparado ao GIM (GIT: 3,40 + 0,60 vs. GIM: 6,90 + 1,04; p < 0,05). Para EL os resultados acompanharam o que ocorreu com o IL, inclusive na comparação entre os grupos ao final do tratamento (GIT: 26,8 + 0,13 vs. GIM: 25,3 + 0,44; p < 0,05). Conclusão: Os indivíduos do grupo GIT apresentaram melhora mais significativa no tratamento, comparado ao grupo GIM, sendo estes exercícios uma alternativa importante no tratamento da OA. Descritores: Osteoartrose; Fisioterapia; Reabilitação.

Instituições
  • 1 Centro Universitário Padre Anchieta
Eixo Temático
  • C06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Idoso