PREVALÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA DE JOVENS NO PERÍODO MENSTRUAL COM SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

Vol.02 N.01-2018 - 138556
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Resumo

Introdução: A síndrome das pernas inquietas (SPI), é um distúrbio sensório-motor caracterizado por um desconforto e queixa irresistível em mover as pernas no período noturno, quando o indivíduo encontra-se em repouso. Os sintomas podem trazer sensações desagradáveis, como dormência, alfinetadas, desconforto e peso nas pernas o que pode levar a irritabilidade e alteração da qualidade de sono. A causa está relacionada a anormalidades na função da dopamina ou déficits na ferritina. A prevalência da deficiência de ferro em mulheres jovens é maior, possivelmente associada aos distúrbios menstruais, afetam de 25% a 30% das mulheres durante sua vida reprodutiva e resulta em uma diminuição da qualidade de vida (QV). Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência e a qualidade de vida em mulheres jovens estudantes no período menstrual. Método: Foram avaliadas 106 mulheres no período menstrual, com idades entre 18 e 25, média de 21,5 anos de idade, destas apenas 26 apresentaram sintomas e foram selecionadas para aplicação dos questionários específicos. A coleta de informações foi feita por entrevista individual, utilizando as 3 questões identificadas como critérios clínicos diagnósticos da SPI. Após confirmação dos sintomas foram aplicadas as Escala de Severidade da Síndrome das Pernas Inquietas (IRLSSG) e o Instrumento de Qualidade de Vida para SPI. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Presbiteriana Mackenzie com o CAAE 62479826.6.0000.0084. Resultados: Para análise estatística foi utilizado o teste T Student e o Mann- Witney considerando nível de significância de p<0,05. Os sintomas foram analisados quanto ao grau de severidade em: leve (23%) , severo (77%) e nenhuma apresentou grau muito severo. A piora dos sintomas da SPI no período menstrual foi relatada por 81% delas. A qualidade de vida dos grupos foi analisada pelo comprometimento dos 4 subitens: função social, atividades diárias, qualidade de sono e bem estar emocional. Os resultados demonstraram que 100% delas referiram que a SPI compromete todos os subitens de QV. Nas médias dos subitens de QV, o grupo severo obteve médias menores em relação ao leve, indicando menor qualidade de vida, com diferença significativa apenas no subitem de atividades diárias (p= 0,035). Conclusões: Conclui-se que a SPI teve prevalência de 25% nas jovens estudantes e apresenta piora dos sintomas no período menstrual com prejuízo na qualidade de vida especialmente nas atividades diárias. Palavras- chave: Síndrome das Pernas Inquietas; menstruação; qualidade de vida.

Instituições
  • 1 Universidade Presbiteriana Mackenzie
Eixo Temático
  • C08. Fisioterapia na Saúde da Mulher