Mobilidade funcional e estado cognitivo em idosos comunitários

Vol.02 N.01-2018 - 138416
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Resumo

Introdução: O número de idosos cresce globalmente, associando-se ao aumento de doenças crônicas e limitações funcionais, afetando as atividades de vida diária. A mobilidade funcional pode ser descrita como a capacidade que o indivíduo possui para se locomover de forma independente, avaliando-a ao medir a distância ou tempo gasto para a realização de tarefas como levantar-se de uma cadeira, ou até mesmo o tempo gasto para se locomover de um ponto a outro. O estado cognitivo pode sofrer alterações com o avançar da idade, podendo ser influenciada pelo nível educacional, sua diminuição pode levar a piora da mobilidade funcional, equilíbrio, marcha e diminuição da capacidade funcional. Avaliar a correlação entre o estado cognitivo e a mobilidade funcional nos diferentes níveis de escolaridade é importante para melhorar a compreensão da avaliação global do idoso e orienta-los quanto a prevenção de declínios funcionais e reabilitação da capacidade e desempenho funcional. Objetivos: Investigar a correlação entre a mobilidade funcional e o estado cognitivo em idosos comunitários nos diferentes níveis de escolaridade. Método: Estudo de corte transversal aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da UNESA (CEP: CAAE 45069014.5.0000.5284). Ao total 27 idosos, sendo 9 homens (33,3%) e 18 mulheres (66,6%) com idade 71,29 ± 6,84 anos. Os participantes foram divididos em G1 (Baixa e Média escolaridade) e G2 (Alta escolaridade). O estado cognitivo foi avaliado por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e a mobilidade funcional por meio dos testes Timed Up and Go (TUG), Teste de Sentar e Levantar Cinco Vezes (TSL5x) e Teste de Velocidade de Marcha (TVM). Para estabelecer a relação entre variáveis foi utilizada a correlação de Pearson em ambos os grupos, sendo considerada estatisticamente significante quando p<0,05. Resultados: A amostra não apresentou idosos analfabetos, 22 (81,4%) possuíam baixa e média escolaridade (G1) e 5 (18,5%) alta escolaridade (G2). A análise estatística não revelou correlação significante entre variáveis. No grupo G1 “MEEM e TVM” apresentou r= -0,108 (p= 0,633); “MEEM e TSL5x” r= 0,161 (p= 0,4735); “MEEM e TUG” r= -0,073 (p= 0,7458) e G2 “MEEM e TVM” r= -0,071 (p= 0,909); “MEEM e TSL5x” r= 0,205 (p= 0,7413); “MEEM e TUG” r= -0,493 (p= 0,3989). Conclusão: Não foi encontrada correlação esperada entre mobilidade funcional e estado cognitivo, atribui-se esse resultado ao fato que a população estudada possuía um bom nível de escolaridade e não apresentou grandes alterações na mobilidade funcional. Descritores: Idosos; Cognição; Limitação da mobilidade.

Instituições
  • 1 CENTRO UNIVERSITARIO ESTACIO DE BH
  • 2 Faculdade Ciências Medicas
  • 3 Universidade Federal de São João del-Rei
Eixo Temático
  • C06. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Idoso