INTERVENÇÕES PARA MELHORA DO EQUILÍBRIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SÍNDROME DE DOWN: REVISÃO SISTEMÁTICA

Vol.02 N.01-2018 - 138435
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Resumo

Introdução: Crianças e adolescentes com Síndrome de Down (SD) apresentam déficits no controle postural que podem trazer, como consequência, limitações nas aquisições de habilidades funcionais que demandem maior equilíbrio e estabilidade. Diferentes intervenções fisioterápicas têm sido utilizadas com o propósito de melhorar o equilíbrio nesta população. Objetivo: Sumarizar, em uma revisão sistemática, as intervenções e recursos disponíveis para a melhora do equilíbrio em crianças e adolescentes com SD, seus critérios de elegibilidade, parâmetros de frequência, intensidade e sua efetividade. Metodologia: A busca na literatura foi realizada de dezembro de 2017 à fevereiro de 2018, sem limites de data e idioma nas seguintes bases de dados: ERIC, Medline, PEDro, Scielo. Como critérios de inclusão, buscaram-se estudos controlados aleatorizados que investigaram intervenções para melhora do equilíbrio em crianças e adolescentes com SD. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada através da escala PEDro e a qualidade da evidência foi avaliada através do Sistema GRADE. Resultados: Sete estudos foram selecionados para a presente revisão. A média de idade das crianças foi de 10.80 (±2.38) anos; os indivíduos apresentavam retardo mental leve a moderado. As intervenções para melhora do equilíbrio identificadas nesta revisão foram: treino de atividades em suspensão parcial de peso, marcha na esteira, exercícios de fortalecimento muscular, jogos de realidade virtual, plataforma vibratória, terapia de integração sensorial associada ao estimulo vestibular e exercícios específicos para treino de equilíbrio tais como a marcha tandem, manutenção de posturas em superfícies instáveis e/ou desafiadoras. A frequência das intervenções variou de 2 a 3 dias por semana, de 6 a 12 semanas de duração. A qualidade metodológica dos estudos variou entre 3/10 a 8/10 pontos e a qualidade da evidência variou de muito baixa a moderada. Conclusão: A evidência atual indica que exercícios para melhora do equilíbrio são mais eficazes quando associados a outros recursos terapêuticos como a plataforma vibratória, jogos de realidade virtual e fortalecimento muscular. A terapia de integração sensorial não se mostrou eficaz em comparação com exercícios para treino de equilíbrio. Já o treino de atividades em suspensão parcial de peso se mostrou mais eficaz que o treino de esteira. Estudos com melhor qualidade metodológica e com amostras maiores poderiam contribuir para a melhora da qualidade da evidência e para complementar os achados do presente estudo.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Minas Gerais
Eixo Temático
  • C04. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade da Criança e Adolescente