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Introdução: A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de tecido adiposo. Se destaca como um dos maiores problemas de saúde pública, pois configura como fator de risco para mortalidade e diversas morbidades. Estima-se que 13% da população adulta mundial esteja obesa e os recentes esforços para conter essa epidemia esbarram na sua complexidade e multifatoriedade etiológica. Por isso, é certo admitir que são necessárias implicações para a definição das prioridades e estratégias de ação, especialmente no que tange a promoção da saúde dos indivíduos obesos. Objetivo: Avaliar o impacto de um programa educativo em saúde sobre variáveis clínicas, bioquímicas e comportamentais de mulheres com obesidade tipo I ou II. Metodologia: O estudo teve início após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº CAAE 55113516.0.0000.5495). Foram inscritas inicialmente 43 mulheres para participar da pesquisa e após aplicação dos critérios de inclusão e não inclusão, 32 foram alocadas para compor dois grupos, um controle (GC) e outro experimental (GE). Obteve-se os dados de interesse (IMC; circunferência abdominal-CA; concentração plasmática de colesterol, insulina, triglicerídeos, glicemia; Inventário de Ansiedade Traço/Estado-IDATE e Questionário de Comportamento Alimentar-TFEQ-R21) nos momentos pré e pós intervenção. As atividades do Programa Educativo Para Emagrecimento (PEPE) eram realizadas uma vez por semana, por uma hora e abordava mudanças comportamentais, aumento do gasto calórico e reeducação alimentar, principalmente através de dinâmicas em grupo e palestras educativas. Completado dez semanas e após aplicação dos critérios de exclusão, terminaram todas as etapas, oito mulheres no grupo controle e dez no experimental. A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Kolmogorov Smirnov. Para comparação entre momentos, foi utilizado o Teste t pareado. O nível de significância foi ajustado para p ≤ 0,05. Resultados: Foi observado que o PEPE teve um impacto significativo nas variáveis clínicas do GE, antes e após intervenção. Para o IMC a diferença média foi de 0,66 kg/m2 (IC95% 0,13 a 1,19; p = 0,01) e para a CA foi de 3,75 cm (IC95% 1,72 a 5,77; p= 0,00). Com relação às variáveis clínicas do GC e as comportamentais e bioquímicas de ambos os grupos, o programa não influenciou significativamente. Conclusões: Devido ao impacto significante nos dados clínicos obtidos, seu baixo custo, abrangência e com ações direcionadas para as reais necessidades de mulheres com obesidade, a educação em saúde pode ser um método escolhido para se atingir o sucesso terapêutico. Palavras-chave: Educação em Saúde; Obesidade; Perda de peso.
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