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Introdução: A assistência domiciliar à saúde (AD) são serviços oferecidos aos indivíduos com doenças crônicas e incapacidades que necessitam de cuidados contínuos em domicílio. Está em franco crescimento e tem como modalidades: atenção, atendimento, internação e visita. É uma opção interessante e versátil, principalmente para idosos com algum grau de dependência ou limitação funcional. Objetivos: Identificar os perfis clínico e funcional de pacientes atendidos por empresa de AD da saúde suplementar. Verificar a associação entre funcionalidade dos idosos atendidos nas modalidades de assistência domiciliar (MA). Verificar os fatores associados à funcionalidade. Método: Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade do Vale do Sapucaí, CAAE:79750617.5.0000.5102, realizado na empresa HospitaLar Enfermagem Domiciliar, situada em Pouso Alegre MG. A amostra foi composta por dados dos prontuários dos pacientes assistidos nos anos de 2016 e 2017. Foram incluídos indivíduos acima de 60 anos e que receberam acompanhamento fisioterapêutico nesse período. Foram excluídos aqueles com prontuários incompletos. A funcionalidade foi medida por meio do Índice de Barthel (IB), versão traduzida, adaptada e validada para população brasileira; foram extraídas variáveis clínicas para a caracterização da amostra. Os dados foram apresentados em forma de medidas de frequência, tendência central e dispersão; foi usada regressão linear para verificar a associação entre funcionalidade e MA, e os fatores associados à funcionalidade (p<0,05). Resultados: Foram incluídos 186 idosos (83anos±8,75), com 2,8(±1,3) comorbidades, em uso de 7,7(±3,87) medicamentos. 34,4% eram assistidos na modalidade visita domiciliar, 30,1% internação, 23,1% gerenciamento, 12,4% atendimento. A maioria (26,3%) recebiam acompanhamento fisioterapêuticos 3x/semana. Quanto à mobilidade, 33,11% eram acamados e 22,9% deambulavam com auxílio de terceiros. Sobre a funcionalidade, o escore médio do IB foi 32,6(±31,55) pontos, sendo 65,7% com dependência severa, 14,3% leve, 10% grave e 10% moderada. A regressão linear mostrou uma associação entre funcionalidade e modalidade de assistência (r2 14,9%,p<0,05VIF<2). Sexo, idade, necessidade de aspiração de vias aéreas e mobilidade foram as variáveis que melhor explicaram a funcionalidade (r2 75,05%,p<0,05,VIF<2). Os resíduos seguiram distribuição normal. Conclusão: apesar de os idosos serem octagenários, com múltiplas comorbidades, em uso de polifamárcia, acamados e com dependência funcional severa, eles eram atendidos, em sua maioria, na modalidade visita domiciliar. Nossos resultados indicam que a funcionalidade pode não ser a medida mais indicada para determinar a melhor MA para cada indivíduo. É importante que os convênios de saúde continuem considerando outras medidas para identificar a MA mais adequada à seus clientes.
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