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Introdução: A Síndrome de Down é uma das alterações genéticas mais conhecidas em todo o mundo, apresentando-se de três formas distintas, sendo elas a trissomia do cromossomo 21, mosaicismo e translocação. Crianças com SD podem apresentar atrasos nos principais marcos do desenvolvimento neuropsicomotor e a fisioterapia deve ser iniciada precocemente, trazendo benefícios físicos e cognitivos. Para complementar a atividade fisioterapêutica a Realidade Virtual (RV) cria um ambiente virtual para a interação do paciente com estímulos visuais, auditivos e sensoriais e vem sendo utilizada para contribuir de forma inovadora e efetiva. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar o efeito da intervenção com jogos virtuais no desenvolvimento motor, equilíbrio, força, agilidade e locomoção de pessoas com SD. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, com abordagem experimental e caráter quantitativo, aprovado pelo CEP do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais sob o número CAAE 71905717.9.0000.595. Participaram do estudo quatro crianças com idade entre 6 e 14 anos autorizados pelos responsáveis por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e por meio do Termo de Assentimento Livre e Esclarecido assinado pelos voluntários. Inicialmente as crianças foram avaliadas por meio dos testes Sit-To-Stand (STS), Timed Up And Go (TUG), Dynamic Gait Index (DGI), Teste de Caixas e Blocos (TCB) e por meio da Escala Equilíbrio Pediátrica (EEP), posteriormente foram realizadas 16 sessões de intervenção com o uso de RV nos quais foram utilizados o XBOX 360, sensor Kinect e os jogos Kinect Adventures e Kinect Sports e por fim todos os voluntários foram reavaliados seguindo os mesmos critérios da avaliação. Os dados coletados foram analisados de forma descritiva e a variáveis foram tabuladas e apresentadas como forma de tabela e porcentagens. Resultados: Ao comparar a avaliação e a reavaliação os voluntários apresentaram redução do tempo de 36,4% no teste STS e 27,6% no TUG, melhorando a pontuação em 7,15% no DGI e 14,9% para mão não dominante e 59,6% para mão dominante no TCB e melhora de 12% no escore da EEP. Conclusão: Os resultados obtidos na pesquisa sugerem que o uso da RV proporciona melhora do desenvolvimento motor, equilíbrio, força, agilidade e locomoção de pessoas com SD, porém é necessária a realização de estudos com populações maiores para comprovação da sua eficácia. Descritores: Síndrome de Down; Realidade Virtual; Fisioterapia.
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