Efeito do estímulo respiratório em parturientes: desfechos neonatais

Vol.02 N.01-2018 - 138464
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Resumo

Introdução: O sistema respiratório do feto depende do comportamento materno. O trabalho de parto se relaciona ao bem-estar fetal, e para promover adequada preparação, existem intervenções que proporcionam equilíbrio físico, melhora do padrão respiratório e sensação de bem-estar para mãe e bebê. Objetivo: Avaliar desfechos neonatais do estímulo respiratório realizado em parturientes de uma maternidade pública de Florianópolis/SC. Métodos: Ensaio clínico randomizado, com análise comparativa entre neonatos de parturientes em que foram aplicados exercícios respiratórios em todo o atendimento fisioterapêutico (grupo intervenção – GI) e neonatos das mulheres que fizeram atendimento sem estímulo respiratório padronizado (grupo controle - GC), com 10 recém-nascidos (RNs) em cada. A coleta iniciou após aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UDESC (CAAE 65107817.7.0000.0118) e da Maternidade Carmela Dutra (CAAE 65107817.7.3001.0114), e do consentimento das mulheres (leitura e assinatura dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido). Foram acompanhadas durante toda a fase ativa do trabalho de parto, por meio de protocolo adaptado de Gallo et al. (2011). Foram avaliados: batimentos cardíacos fetais (BCF), frequência cardíaca (FC) e frequência respiratória (FR), sendo os últimos mensurados ao nascimento e em 24 horas. Os dados foram analisados com programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, versão 20.0), e para comparação foi usado teste U de Mann-Whitney, com nível de significância 0,05. Resultados: O GC apresentou FC ao nascimento (123,10 bpm ±10,02) e 24 horas após (123,77 bpm ±1,65) mais elevadas que o GI (121,80 bpm ±13,95 e 119,27 bpm ±10,30, ao nascimento e em 24 horas, respectivamente), sem diferença significante (p=0,407 e p=0,174). Os BCFs do GC antes (144,56 bpm ±6,90), durante (143,77 bpm ±9,23) e após as contrações uterinas (144,82 bpm ±5,79) foram superiores de forma significante em relação ao GI (antes 140,61 bpm ±4,62, durante 140,16 bpm ±6,13 e após as contrações 140,05 bpm ±5,81; p=0,007, p=0,043, p=0,001). A FR 24 horas após o nascimento foi superior no GC (54,90 irpm ±8,94) quando comparado ao GI (50,20 irpm ±6,95), com diferença significante (p=0,010). Conclusão: Não foram encontrados resultados negativos das condutas sem estímulo respiratório, pois os valores mostraram-se satisfatórios nos dois grupos. Foi possível verificar que as intervenções puderam auxiliar na manutenção dos BCFs e que a realização de exercícios fisioterapêuticos desde o início da fase ativa apresentou efeitos favoráveis para os desfechos neonatais destes RNs, ao parto e 24h após, em ambos os grupos. Descritores: Fisioterapia; Trabalho de parto; Recém-nascido.

Instituições
  • 1 Universidade do Estado de Santa Catarina
Eixo Temático
  • C08. Fisioterapia na Saúde da Mulher