Conhecimento sobre a doença e a prática de atividade física após AVE

Vol.02 N.01-2018 - 138255
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Resumo

Introdução: Mesmo diante dos resultados reportados na literatura em favor da prática de atividade física, muitos sobreviventes de Acidente Vascular Encefálico (AVE) permanecem fisicamente inativos. Estudos que investigaram o conhecimento sobre o AVE e os benefícios da atividade física nesta condição de saúde, relatam que esses indivíduos possuem pouco conhecimento sobre a relação entre a doença e a atividade física. Examinar o conhecimento a respeito do AVE e da prática de atividade física, pode auxiliar os profissionais de saúde no que se refere as práticas de educação em saúde e aumentar a adesão a programas de atividade física após AVE. Objetivo: Investigar o conhecimento sobre o AVE e a prática de atividade física, em indivíduos após AVE. Metodologia: Estudo observacional transversal com amostra de conveniência na região metropolitana de Belo Horizonte–MG. Critérios de inclusão: Diagnóstico de AVE entre 3 e 6 meses; Idade igual ou superior a 18 anos; Capacidade de marcha com velocidade igual ou superior a 0,8m/s e ausência de outras deficiências neurológicas ou ortopédicas não relacionadas ao AVE. Critérios de exclusão: Alterações cognitivas identificadas através do Mini Exame do Estado Mental e afasia que os impediam de responder os questionários. Foi desenvolvido um questionário baseado em questões abordadas em estudos prévios que investigaram o conhecimento sobre o AVE. Variáveis quantitativas foram descritas como medidas de tendência central e dispersão e variáveis qualitativas foram descritas por valor absoluto/distribuição de frequências. Este estudo foi aprovado foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da UFMG (CAAE: 65672517.6.0000.5149). Resultados: Participaram 95 indivíduos após AVE, com idade média de 62±12 anos e tempo após lesão de 4±0,8 meses. Trinta e nove indivíduos relataram praticar atividade física, mas apenas 17 foram considerados moderada ou vigorosamente ativos. Menos de 45% dos indivíduos reconhecem o sedentarismo como um fator de risco para ocorrência e recorrência do AVE. Além disso, 46% dos indivíduos não conhecem recomendações de diretrizes clínicas a respeito da prática de atividade física. Conclusão: Em geral, os sobreviventes de AVE não reconhecem a relação entre a atividade física e sua doença. Além disso, não estão cientes da intensidade e volume de exercícios que devem realizar para obterem os benefícios da prática. Isso pode ajudar a explicar inatividade física de grande parte dos indivíduos com déficits leves. Abordagens focadas na educação em saúde podem auxiliar no aumento da participação em programas de atividades física após AVE. Descritores: Fisioterapia; Acidente Vascular Cerebral; Conhecimento

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Minas Gerais
  • 2 HOSPITAL RISOLETA TOLENTINO NEVES
Eixo Temático
  • C05. Fisioterapia na Saúde e Funcionalidade do Adulto