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INTRODUÇÃO: O número de casos de câncer tem aumentado de maneira considerável no mundo todo. O câncer do colo uterino é o terceiro tipo de tumor mais comum na mulher, sendo causado pela infecção do Papilomavírus Humano (HPV) do qual existem mais de 40 tipos, destacando que apenas os tipos 16, 18 e 31 são oncogênicos 2. É diagnosticado na faixa etária de 20 a 29 anos, atingindo o pico de incidência entre 45 e 49 anos, sendo considerado um importante problema de saúde pública 1,2. Com novas possibilidades terapêuticas observadas nos últimos anos, a sobrevida da mulher após o câncer de colo uterino aumentou e é importante o desenvolvimento que objetivem melhorar a qualidade de vida e retomada da rotina e retorno ao trabalho, possibilitando um bem-estar psicossocial 3,4. OBJETIVO: avaliar os aspectos que interferem na capacidade funcional para o retorno ao trabalho após os tratamentos oncológicos de câncer de colo uterino. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura que analisou criticamente 12 estudos clínicos randomizados sobre capacidade funcional em pacientes submetidas a tratamento de câncer no colo uterino e suas particularidades, como limitações nas atividades diárias e retorno ao trabalho. Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados Scielo, Lilacs e Pubmed nos últimos dez anos (2007-2017). RESULTADOS: O retorno ao trabalho e a capacidade funcional de pacientes submetidas a tratamento para câncer no colo do útero são descritas de forma geral nos estudos. As incapacidades mais relevantes referem-se à incontinência urinária e disfunções sexuais decorrentes dos efeitos do tratamento oncológico. Apenas dois estudos abordam as dificuldades de retorno ao trabalho com pacientes de câncer de colo de útero, porém incluem também outros tipos de câncer nos estudos. Não foram encontrados estudos específicos sobre a capacidade funcional e retorno ao trabalho das pacientes de câncer de colo uterino. Desta forma, propõem-se novos estudos que tentem preencher estas lacunas. CONCLUSÃO: O retorno ao trabalho de pacientes submetidas a tratamento para câncer do colo uterino é um assunto relevante, considerando que retornar às atividades laborais traz uma sensação de retomada da vida cotidiana o mais próximo do normal possível após a maratona de tratamentos, consultas, medicamentos e recuperação de procedimentos cirúrgicos. Com a avaliação da capacidade funcional e com a possibilidade de quantificá-la é possível oferecer a esta mulher alternativas para conduzir a vida, diante de suas limitações físicas ou funcionais.
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